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	<title>Profº Ms.Telésforo Filho (Física colun),UFMA,(098)(21098152;...53)São Luís-Ma-Brasil</title>
	<link>http://tell.my1blog.com</link>
	<description>Algumas noções sobre a Física Clássica</description>
	<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 11:01:32 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
			<item>
		<title>Estática</title>
		<link>http://tell.my1blog.com/2008/11/01/estatica/</link>
		<comments>http://tell.my1blog.com/2008/11/01/estatica/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2008 18:39:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>telésforo</dc:creator>
		
	<category>Estática</category>
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		<description><![CDATA[Equil&#237;brio dos Sistemas de for&#231;as (Aplicados ao ponto e aos s&#243;lidos) 
 &#160;
 
Introdu&#231;&#227;o Dentre todos os fen&#244;menos f&#237;sicos, os do movimento, pela sua simplicidade, s&#227;o os que mais se destacam. Al&#233;m de mais simples, os fen&#244;menos do movimento t&#234;m import&#226;ncia fundamental porque servem de explica&#231;&#227;o a in&#250;meros outros: o calor, o som e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="Nadianne" color="#800000" size="6">Equil&iacute;brio dos Sistemas de for&ccedil;as</font><strong><font face="Nadianne" color="#800000" size="6"><br /> </font><font face="Nadianne" color="#008000" size="3">(Aplicados ao ponto e aos s&oacute;lidos)</font></strong><font face="Arial" size="3"> </font><font face="Arial" size="3"><br />
<p align="right"><font face="Arial" size="2"><strong><br /> </strong></font>&nbsp;</p>
<p> </font><br />
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></strong><br /> Dentre todos os fen&ocirc;menos f&iacute;sicos, os do <em><font color="#800080">movimento</font></em>, pela sua simplicidade,<em><font color="#800080"> </font></em>s&atilde;o os que mais se destacam. Al&eacute;m de mais simples, os fen&ocirc;menos do movimento t&ecirc;m import&acirc;ncia fundamental porque servem de explica&ccedil;&atilde;o a in&uacute;meros outros: o calor, o som e a pr&oacute;pria luz s&atilde;o conseq&uuml;&ecirc;ncias de movimentos &#39;ocultos&#39; &agrave; nossa percep&ccedil;&atilde;o. A parte da F&iacute;sica que estuda o <em><font color="#800080">movimento e suas causas</font></em> chama-se <font color="#008080">Mec&acirc;nica</font>. Didaticamente, reserva-se a denomina&ccedil;&atilde;o <font color="#008080">Cinem&aacute;tica</font>, para o estudo dos movimentos e <font color="#008080">Din&acirc;mica</font>, para o estudo de suas causas.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Um caso particular de movimento &eacute; o <em><font color="#800080">repouso</font> &#8212; movimento nulo</em>. H&aacute; repouso quando os agentes causadores do movimento se <em>compensam</em> ou <em>equilibram</em>. Da&iacute; se dizer que um corpo em repouso est&aacute; em <em>equil&iacute;brio</em>. A parte da Mec&acirc;nica que estuda as condi&ccedil;&otilde;es em que h&aacute; equil&iacute;brio chama-se <strong><font color="#008080">Est&aacute;tica</font></strong>.<br /> Segundo o estado de agrega&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria (no corpo em estudo), variam as condi&ccedil;&otilde;es de equil&iacute;brio, e temos: a est&aacute;tica dos s&oacute;lidos, dos l&iacute;quidos e a dos gases.</p>
<p> A <u>Est&aacute;tica</u>, deixando um pouco de lado o rigor acad&ecirc;mico, pode ser desenvolvida totalmente &agrave; parte da Din&acirc;mica. &Eacute; o que propomos nesse Resumo.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>1. No&ccedil;&atilde;o elementar de for&ccedil;a</strong></font><br /> Essa no&ccedil;&atilde;o est&aacute; associada ao esfor&ccedil;o muscular, no ato de empurrar ou puxar um objeto.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>2. No&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica de for&ccedil;a</strong></font><br /> Na superf&iacute;cie da Terra, os corpos tendem a cair, isto &eacute;, a mover-se para n&iacute;veis cada vez mais baixo. Este fen&ocirc;meno &eacute; devido a uma a&ccedil;&atilde;o atrativa exercida pela Terra denominada <em>gravidade</em>. Para especificar quantitativamente esta atra&ccedil;&atilde;o, pode-se <u>medir</u> a distens&atilde;o de uma mola helicoidal &agrave; qual se suspende o corpo. &Eacute; o que fazem os peixeiros com o <em>dinam&ocirc;metro</em> ou balan&ccedil;a de mola.<br /> Verifica-se ent&atilde;o (pela medida), que a intensidade dessa a&ccedil;&atilde;o local &eacute; proporcional &agrave; quantidade de mat&eacute;ria do corpo, isto &eacute;, pondo-se sobre o gancho do dinam&ocirc;metro uma por&ccedil;&atilde;o duas vezes maior que a anterior, se obt&eacute;m um deslocamento duplo do indicador da balan&ccedil;a de mola.<br /> <em><font color="#800080">For&ccedil;a</font></em> &eacute; o agente f&iacute;sico, de caracter&iacute;sticas vetoriais, respons&aacute;vel pelas deforma&ccedil;&otilde;es dos corpos (conceito est&aacute;tico) ou pela modifica&ccedil;&atilde;o de seus estados de repouso ou movimento (conceito din&acirc;mico).</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Em particular, a for&ccedil;a exercida pela Terra sobre um corpo, &eacute; denominada <em><font color="#800080">peso do corpo</font></em>. Para maiores detalhes sobre a no&ccedil;&atilde;o de peso recomendamos a leitura: <a href="http://www.feiradeciencias.com.br/sala19/texto10.asp">Uma aventura em pensamento (o peso)</a> .</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_01.gif" width="504" height="211" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>3. Classifica&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as quanto &agrave; natureza</strong></font><br /> Quanto &agrave; natureza do agente que a determina, classificamos em:</font></p>
<blockquote><p align="justify"><font face="Arial" color="#800000" size="3">a) for&ccedil;a muscular - (pela m&atilde;o);<br /> b) for&ccedil;a gravitacional - (for&ccedil;a peso);<br /> c) for&ccedil;a magn&eacute;tica - (pelos &iacute;m&atilde;s e eletro&iacute;m&atilde;s);<br /> d) for&ccedil;a eletrost&aacute;tica - (pelas cargas el&eacute;tricas em repouso);<br /> e) for&ccedil;a eletromagn&eacute;tica - (pelas correntes el&eacute;tricas);<br /> f) for&ccedil;a el&aacute;stica - (pelas molas e fluidos sob press&atilde;o);<br /> g) etc.</font></p>
</blockquote>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>4. Medida est&aacute;tica de for&ccedil;as</strong></font><br /> Faz-se atrav&eacute;s dos crit&eacute;rios de igualdade e multiplicidade de intensidades de for&ccedil;as;</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">a) <font color="#800000">crit&eacute;rio de igualdade</font> - Duas for&ccedil;as <strong>F<sub>1</sub> </strong>e <strong>F<sub>2</sub></strong> t&ecirc;m intensidades iguais (e escreve-se F<sub>1</sub> = F<sub>2</sub>), quando aplicadas sucessivamente em uma mola (padr&atilde;o), produzem deforma&ccedil;&otilde;es iguais.<br /> b) <font color="#800000">crit&eacute;rio de multiplicidade</font> - Uma for&ccedil;a <strong>F<sub>1</sub></strong> tem intensidade <u>n</u> vezes a intensidade de outra for&ccedil;a <strong>F<sub>2</sub></strong> (e escreve-se F<sub>1</sub> = n.F<sub>2</sub>), quando a deforma&ccedil;&atilde;o produzida numa mola, pela primeira, for <u>n</u> vezes superior &agrave; deforma&ccedil;&atilde;o produzida pela segunda, na mesma mola.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>5. Lei de Hooke</strong></font><br /> Para deforma&ccedil;&otilde;es el&aacute;sticas, enuncia-se: &Eacute; constante a raz&atilde;o entre a intensidade <u>F</u> da for&ccedil;a aplicada numa mola e a deforma&ccedil;&atilde;o </font><u><font face="Symbol" size="3">D</font></u><font face="Arial" size="3"><u>x</u> que ela experimenta; a constante de proporcionalidade <u>k</u> &eacute; uma caracter&iacute;stica da mola e denomina-se <u>constante el&aacute;stica</u> da mola; simbolicamente:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_02.gif" width="261" height="164" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>6. Intera&ccedil;&atilde;o de corpos</strong></font><br /> Corpos interagem (e suas intera&ccedil;&otilde;es traduzem-se por for&ccedil;as) em fun&ccedil;&atilde;o da(s) propriedades que transportam (massa, carga el&eacute;trica, massa magn&eacute;tica etc.) ou por seus m&uacute;tuos contatos; diferenciamos:</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">a) <font color="#800000">For&ccedil;as de &quot;a&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia&quot;</font> (modifica&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o) - s&atilde;o for&ccedil;as de campo, nascidas em fun&ccedil;&atilde;o da propriedade que transportam.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_03.gif" width="452" height="85" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">b) <font color="#800000">For&ccedil;as de contato</font> - s&atilde;o as for&ccedil;as nascidas do m&uacute;tuo contato entre os corpos.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_04.gif" width="466" height="158" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>7. Princ&iacute;pio da a&ccedil;&atilde;o e rea&ccedil;&atilde;o</strong></font><br /> Quer a intera&ccedil;&atilde;o entre dois corpos se d&ecirc; &quot;&agrave; dist&acirc;ncia&quot; ou por contato, as for&ccedil;as de intera&ccedil;&atilde;o obedecem ao princ&iacute;pio da a&ccedil;&atilde;o e rea&ccedil;&atilde;o; essas for&ccedil;as agem &#39;simultaneamente&#39;, uma em cada corpo, t&ecirc;m mesma dire&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m mesma intensidade e sentidos opostos; indica-se:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_05.gif" width="434" height="115" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>8. Diagrama vetorial associado</strong></font> - a um ponto material ou a um s&oacute;lido (sistema r&iacute;gido de pontos), &eacute; a representa&ccedil;&atilde;o pict&oacute;rica das for&ccedil;as de campo e/ou de contato que nele agem. Numa montagem, deve-se isolar cada um dos componentes e substituir suas intera&ccedil;&otilde;es por for&ccedil;as (suas representa&ccedil;&otilde;es):</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_06.gif" width="403" height="199" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Identificando os pares a&ccedil;&atilde;o/rea&ccedil;&atilde;o:</font></p>
<div align="center">
<table border="0" cellspacing="1">
<tr>
<td><font face="Arial" size="3">(1) - a&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia da Terra sobre a esfera - seu peso P;<br /> (2) - a&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia da esfera sobre a Terra - a rea&ccedil;&atilde;o -P;</font></td>
</tr>
<tr>
<td><font face="Arial" size="3">(3) - a&ccedil;&atilde;o por contato da parede sobre a esfera - a a&ccedil;&atilde;o N;<br /> (4) - a&ccedil;&atilde;o por contato da esfera sobre a parede - a rea&ccedil;&atilde;o -N;</font></td>
</tr>
<tr>
<td><font face="Arial" size="3">(5) - a&ccedil;&atilde;o por contato do fio sobre a esfera - a a&ccedil;&atilde;o T;<br /> (6) - a&ccedil;&atilde;o por contato da esfera sobre o fio - a rea&ccedil;&atilde;o -T;</font></td>
</tr>
<tr>
<td><font face="Arial" size="3">(7) - a&ccedil;&atilde;o por contato da parede sobre o fio - a a&ccedil;&atilde;o T&#39;;<br /> (8) - a&ccedil;&atilde;o por contato do fio sobre a parede -&nbsp; a rea&ccedil;&atilde;o -T&#39;.</font></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>9. Sistema de for&ccedil;as</strong></font><br /> A intera&ccedil;&atilde;o de um corpo <strong>C</strong>, com v&aacute;rios outros, determina em <strong>C</strong> (observado) o aparecimento de um conjunto de for&ccedil;as (&#39;&agrave; dist&acirc;ncia&#39; e/ou por contato), denominado <u>sistema de for&ccedil;as</u>; escreve-se:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_07.gif" width="141" height="104" /></td>
<td><font face="Arial" size="2"><strong>Essas for&ccedil;as, agentes em C, podem ser das mais variadas<br /> naturezas: gravitacionais, magn&eacute;ticas, el&eacute;tricas, contato etc.</strong></p>
<p> </font><br /> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong><font face="Arial" color="#800000" size="2">S = {(F<sub>1</sub>,A<sub>1</sub>),(F<sub>2</sub>,A<sub>2</sub>),&#8230;,(F<sub>n</sub>,A<sub>n</sub>)} = {(F<sub>i</sub>,A<sub>i</sub>)} i = 1, 2, &#8230;, n.</font></strong></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#000080" size="3"><strong>10. Classifica&ccedil;&atilde;o dos Sistemas de for&ccedil;as</strong></font></p>
<p align="center">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; |&nbsp; <font color="#800000">coplanar</font> (concorrente, paralelo, qualquer)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br /> <strong>Sistema &lt;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br /> &nbsp; </strong>|&nbsp; <font color="#800000">espacial</font> (concorrente, paralelo, qualquer)</p>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#000080" size="3"><strong>11. Resultante das for&ccedil;as de um sistema</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Como vetores livres, existe e &eacute; &uacute;nica a for&ccedil;a <strong>R = </strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">S</font><font face="Arial" size="3"> F<sub>i</sub> </font></strong><font face="Arial" size="3">, denominada <u>Resultante</u>; as <strong>F<sub>i</sub></strong> for&ccedil;as s&atilde;o as componentes.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>12. Determina&ccedil;&atilde;o da resultante de um sistema de for&ccedil;as coplanares e concorrentes</strong></font>:</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">12.1- <font color="#800000">Regra do paralelogramo &#8212; s&oacute; para duas for&ccedil;as &#8212;</font> (processo gr&aacute;fico):</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_08.gif" width="397" height="96" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">12.2- <font color="#800000">Regra da linha poligonal &#8212; para duas ou mais for&ccedil;as &#8212;</font> (processo gr&aacute;fico):</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_09.gif" width="548" height="131" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">12.3- <font color="#800000">Processo trigonom&eacute;trico &#8212; s&oacute; para duas for&ccedil;as &#8212;</font>:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_10.gif" width="552" height="89" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">12.4- <font color="#800000">Processo anal&iacute;tico &#8212; para duas ou mais for&ccedil;as &#8212;</font>:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_11.gif" width="526" height="312" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>13. Resultante de um sistema de for&ccedil;as coplanares e paralelas</strong></font>:</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">13.1- <font color="#800000">Mesmo sentido</font>:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_12.gif" width="549" height="107" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">13.2- <font color="#800000">Sentidos opostos</font> (<font color="#008000">F<sub>1</sub> </font></font><font face="Symbol" color="#008000" size="3">&sup1;</font><font face="Arial" size="3"><font color="#008000"> F<sub>2</sub></font>):</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_13.gif" width="513" height="102" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">13.3- <font color="#800000">Sentidos opostos</font> (<font color="#008000">F<sub>1</sub> = F<sub>2</sub></font>):</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_14.gif" width="195" height="82" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>14. Equil&iacute;brio do sistema de for&ccedil;as aplicado a um ponto material</strong></font> &#8230; <strong><font color="#ff0000">IMPORTANTE!!!</font></strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria e suficiente para que o sistema de for&ccedil;as aplicado a um ponto material esteja em equil&iacute;brio &eacute; que seja nula a resultante desse sistema.<br /> A condi&ccedil;&atilde;o <strong>R = F<sub>1</sub> + F<sub>2</sub> + &#8230; + F<sub>n</sub> = </strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">S</font><font face="Arial" size="3"> F<sub>i</sub> = 0 </font></strong><font face="Arial" size="3">pode ser verificada atrav&eacute;s:</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">a) <font color="#800000">do pol&iacute;gono de for&ccedil;as</font> - que deve resultar &quot;fechado&quot;.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_15.gif" width="405" height="249" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">b) <font color="#800000">da &#39;proje&ccedil;&atilde;o&#39; das for&ccedil;as</font> (m&eacute;todo anal&iacute;tico):</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_16.gif" width="302" height="88" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#000080" size="3"><strong>15. Momento de uma for&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o a um ponto</strong></font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_17.gif" width="333" height="141" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#000080" size="3"><strong>16. Momento de um Sistema de for&ccedil;as coplanares</strong></font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_18.gif" width="516" height="95" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>17. Teorema de Varignon</strong></font> - Se <strong>R</strong> &eacute; a resultante do sistema de for&ccedil;as <strong>S</strong>, vale:</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">&quot;O momento da resultante de um sistema de for&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o a um ponto (p&oacute;lo) &eacute; igual ao momento do sistema ou seja, a soma alg&eacute;brica dos momentos de todas as for&ccedil;as componentes, em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo p&oacute;lo O.</font></p>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_19.gif" width="141" height="49" /></p>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#000080" size="3"><strong>18. Momento de um bin&aacute;rio</strong></font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_20.gif" width="378" height="118" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#000080" size="3"><strong>19. Equil&iacute;brio do Sistema de for&ccedil;as aplicado a um s&oacute;lido - Opera&ccedil;&otilde;es Elementares</strong></font><br /> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <font face="Arial" color="#800080" size="3"><strong>IMPORTANTE !</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">19.1- <font color="#800000">Opera&ccedil;&atilde;o elementar1<br /> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Adi&ccedil;&atilde;o/Subtra&ccedil;&atilde;o de Sistemas Equivalentes a Zero</strong></font> - o efeito de um sistema de for&ccedil;as aplicadas a um s&oacute;lido n&atilde;o se modifica se acrescentarmos ou subtrairmos nesse sistema um ou mais <u>sistemas parciais de for&ccedil;as equivalentes a zero</u>:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_21.gif" width="292" height="102" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">19.2- <font color="#800000">Opera&ccedil;&atilde;o elementar 2</font>&nbsp;<br /> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong><font color="#800000">Princ&iacute;pio da Transmissibilidade </font></strong>- O princ&iacute;pio da transmissibilidade estabelece que as condi&ccedil;&otilde;es de equil&iacute;brio (ou de movimento) de um corpo r&iacute;gido permanecer&atilde;o inalteradas se uma for&ccedil;a <strong>F</strong>, atuante em um dado ponto do corpo r&iacute;gido, for substitu&iacute;da por uma for&ccedil;a <strong>F&#39;</strong> de mesma intensidade, dire&ccedil;&atilde;o e sentido, mas atuante num ponto diferente, desde que as duas for&ccedil;as tenham a mesma linha de a&ccedil;&atilde;o.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">As duas for&ccedil;as <strong>F</strong> e <strong>F&#39;</strong> t&ecirc;m o mesmo efeito sobre o corpo r&iacute;gido e s&atilde;o ditas <u>equivalentes</u>. Esse princ&iacute;pio, que estabelece de fato que a a&ccedil;&atilde;o de uma for&ccedil;a pode ser transmitida ao longo de sua linha de a&ccedil;&atilde;o, est&aacute; baseado na demonstra&ccedil;&atilde;o experimental. Ele n&atilde;o pode ser deduzido de propriedades j&aacute; estabelecidas na Mec&acirc;nica e deve pois ser aceito como &#39;lei experimental&#39;.<br /> Em suma, o efeito de uma for&ccedil;a aplicada a um s&oacute;lido n&atilde;o se modifica quando ela &eacute; deslocada sobre sua linha de a&ccedil;&atilde;o:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_22.gif" width="262" height="101" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#800000" size="3">Coment&aacute;rios:</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Sabemos que as for&ccedil;as atuantes numa part&iacute;cula traduzem-se por vetores. Esses vetores t&ecirc;m como ponto de aplica&ccedil;&atilde;o a pr&oacute;pria <font color="#800000">part&iacute;cula</font> e s&atilde;o, por conseguinte, denominados <font color="#800080">vetores fixos</font>. Contudo, no caso de for&ccedil;as atuantes em um <font color="#800000">corpo r&iacute;gido</font>, o ponto de aplica&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a n&atilde;o interessa, desde que a linha de a&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a permane&ccedil;a inalterada. Ent&atilde;o, as for&ccedil;as atuantes em um corpo r&iacute;gido s&atilde;o <font color="#800080">vetores deslizantes</font>, isto &eacute;, vetores aos quais &eacute; permitido deslizar ao longo de sua linha de a&ccedil;&atilde;o.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Tomemos como exemplo um caminh&atilde;o que deva ser puxado ao longo da horizontal e, para tanto, apliquemos no p&aacute;ra-choque dianteiro uma for&ccedil;a <strong>F</strong>. Observemos inicialmente que a linha de a&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a <strong>F</strong> &eacute; uma linha horizontal que passa atrav&eacute;s dos p&aacute;ra-choques dianteiro e traseiro do caminh&atilde;o, como ilustramos abaixo, em (a).</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_25.gif" width="353" height="115" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Usando o <font color="#800080">princ&iacute;pio da transmissibilidade</font>, podemos substituir a for&ccedil;a <strong>F</strong> por uma for&ccedil;a equivalente <strong>F&rsquo;</strong> atuante no p&aacute;ra-choque traseiro, como se ilustra em (b). Em outras palavras, n&atilde;o s&atilde;o alteradas as condi&ccedil;&otilde;es de movimento e todas as outras for&ccedil;as externas atuantes no caminh&atilde;o (<strong>P, R<sub>1</sub> e R<sub>2</sub></strong>) permanecem as mesmas, se os homens incumbidos dessa opera&ccedil;&atilde;o empurrarem no p&aacute;ra-choque traseiro (como em -b-) ao inv&eacute;s de puxarem no dianteiro (como em -a-).</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">O <font color="#800080">principio da transmissibilidade</font> e o <font color="#800080">conceito de for&ccedil;as equivalentes</font> t&ecirc;m contudo, limita&ccedil;&otilde;es.&nbsp;<br /> Considere, por exemplo, uma barra curta AB sob a a&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as axiais iguais e opostas <strong>P<sub>1</sub></strong> e <strong>P<sub>2</sub></strong> como mostramos abaixo, em (a).&nbsp;</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_26.gif" width="523" height="120" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">De acordo com o princ&iacute;pio de transmissibilidade a for&ccedil;a <strong>P<sub>2</sub></strong> pode ser substitu&iacute;da por uma for&ccedil;a <strong>P&rsquo;<sub>2</sub></strong> de mesma intensidade, dire&ccedil;&atilde;o e sentido e mesma linha de a&ccedil;&atilde;o, mas atuante no ponto <strong>A</strong> ao inv&eacute;s de <strong>B</strong>, como ilustramos em (b). As for&ccedil;as <strong>P<sub>1</sub></strong> e <strong>P&#39;<sub>2</sub></strong>, que atuam sobre a mesma part&iacute;cula, podem ser adicionadas de acordo com as regras conhecidas e, como s&atilde;o iguais e opostas, sua soma &eacute; zero, O sistema de for&ccedil;as originais mostrado em (a) &eacute; portanto equivalente a nenhuma for&ccedil;a, como se ilustra em (c), do ponto de vista do comportamento externo da barra.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Consideremos agora as duas for&ccedil;as iguais e opostas <strong>P<sub>1</sub></strong> e <strong>P<sub>2</sub></strong> atuantes na barra <strong>AB</strong> como mostramos em (d). A for&ccedil;a <strong>P<sub>2</sub></strong> pode ser substitu&iacute;da por uma for&ccedil;a <strong>P&rsquo;<sub>2</sub></strong> que tenha a mesma intensidade, mesma dire&ccedil;&atilde;o e sentido e mesma linha de a&ccedil;&atilde;o, mas atuante em <strong>B</strong> ao inv&eacute;s de <strong>A,</strong> como ilustramos em (e). As for&ccedil;as <strong>P<sub>1</sub></strong> e <strong>P&#39;<sub>2</sub></strong> podem ent&atilde;o ser adicionadas e sua soma ser&aacute; zero novamente (f).&nbsp;</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Do</font> <font face="Arial" size="3">ponto de vista da mec&acirc;nica dos corpos r&iacute;gidos, os sistemas mostrados em (a) e em ( d) s&atilde;o portanto equivalentes. Mas as for&ccedil;as internas e as deforma&ccedil;&otilde;es produzidas pelos dois sistemas s&atilde;o, obviamente, diferentes. A barra em (a) est&aacute; tracionada e, se n&atilde;o for absolutamente r&iacute;gida, ter&aacute; levemente aumentado o seu comprimento; a barra em (d) est&aacute; comprimida e, se n&atilde;o for absolutamente r&iacute;gida, ter&aacute; o seu comprimento levemente encurtado. Ent&atilde;o, embora o princ&iacute;pio de transmissibilidade possa ser usado livremente para determinar as condi&ccedil;&otilde;es de movimento ou de equil&iacute;brio dos corpos r&iacute;gidos e para o c&aacute;lculo das for&ccedil;as externas atuantes nesses corpos, deve ele ser evitado, ou ao menos usado com cuidado, na determina&ccedil;&atilde;o de <font color="#800000">for&ccedil;as internas</font> e <font color="#800000">deforma&ccedil;&otilde;es</font>.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">19.3- <strong><font color="#800000">Condi&ccedil;&otilde;es de equil&iacute;brio para os s&oacute;lidos</font></strong>:</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">&quot;Condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria e suficiente para o equil&iacute;brio de um sistema de for&ccedil;as aplicadas a um s&oacute;lido &eacute; que se anule sua resultante e que se anule o momento do sistema de for&ccedil;as (momento nulo em rela&ccedil;&atilde;o a um ponto qualquer.&quot;</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_23.gif" width="299" height="130" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#000080" size="3"><strong>20. Centro de gravidade</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Centro de gravidade de um s&oacute;lido homog&ecirc;neo ou n&atilde;o &eacute; o ponto onde se sup&otilde;e aplicada a resultante das for&ccedil;as de gravidade que agem nas partes que o comp&otilde;em. Para um corpo referido ao sistema Oxyz tem-se:</font></p>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE00_24.gif" width="322" height="59" /></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><strong><font face="Nadianne" color="#800000" size="6">M&aacute;quinas Simples<br /> </font></strong></p>
<p> <font face="Arial" size="3"><br />
<p align="right"><font face="Arial" color="#000000" size="2"><strong></strong></font></p>
<p align="justify"><strong><font face="Arial" color="#000080" size="3">Conceito de M&aacute;quina Simples</font></strong><font face="Arial" color="#000000" size="3"><br /> A palavra <u>m&aacute;quina</u> desperta a imediata lembran&ccedil;a de um mecanismo complicado pois nos leva a pensar em algo como: a locomotiva de uma estrada de ferro, um motor de autom&oacute;vel, a m&aacute;quina de costura, de escrever, de lavar roupa etc. Toda m&aacute;quina, por&eacute;m, por mais complexa que nos pare&ccedil;a, n&atilde;o passa de combina&ccedil;&otilde;es inteligentes de umas poucas pe&ccedil;as isoladas, as quais s&atilde;o denominadas por </font><font face="Arial" color="#800000" size="3">m&aacute;quinas simples</font><font face="Arial" color="#000000" size="3">. Fisicamente n&atilde;o passam de <u>duas</u>, a saber, a </font><u><font face="Arial" color="#800000" size="3">alavanca</font></u><font face="Arial" color="#000000" size="3"> e o </font><u><font face="Arial" color="#800000" size="3">plano inclinado</font></u><font face="Arial" color="#000000" size="3">. Historicamente citar&iacute;amos a exist&ecirc;ncia de <u>quatro</u>: </font><font face="Arial" color="#008000" size="3"><strong>alavanca</strong></font><font face="Arial" color="#000000" size="3">, </font><font face="Arial" color="#008000" size="3"><strong>polia</strong></font><font face="Arial" color="#000000" size="3">, </font><font face="Arial" color="#008000" size="3"><strong>plano inclinado</strong></font><font face="Arial" color="#000000" size="3"> e </font><font face="Arial" color="#008000" size="3"><strong>roda/eixo</strong></font><font face="Arial" color="#000000" size="3">. Sob o ponto de vista do equacionamento, as polias e as rodas acopladas em seus eixos, podem ser estudadas como convenientes associa&ccedil;&otilde;es de alavancas. </font><font face="Arial" color="#800000" size="3">Manteremos o ponto de vista hist&oacute;rico</font><font face="Arial" color="#000000" size="3">.</font></p>
<p> <font face="Arial" color="#000000" size="3">Toda m&aacute;quina simples &eacute; um dispositivo, tecnicamente uma &uacute;nica pe&ccedil;a, capaz de alterar uma for&ccedil;a (seja em intensidade e/ou dire&ccedil;&atilde;o e/ou sentido) com o intuito de ajudar o homem a cumprir uma determinada tarefa</font></font><font face="Arial" color="#000000" size="3"> com um m&iacute;nimo de esfor&ccedil;o muscular</font><font face="Arial" size="3"><font face="Arial" color="#000000" size="3">. De modo geral, o objetivo da m&aacute;quina &eacute; <u>multiplicar</u> a intensidade de uma for&ccedil;a. Se um homem n&atilde;o consegue, por si s&oacute;, levantar um autom&oacute;vel de peso 2 000 kgf (2 toneladas- for&ccedil;a), uma m&aacute;quina poder&aacute; ajud&aacute;-lo a fazer isso.<br /> A id&eacute;ia central &eacute; portanto a seguinte: o operador aplica na m&aacute;quina uma determinada for&ccedil;a (em geral de pouca intensidade, pois resulta de seu esfor&ccedil;o muscular e, na maioria dos casos, no m&aacute;ximo igual a seu peso) que indicaremos por <strong>F<sub>a</sub> &#8212; </strong></font><strong><font face="Arial" color="#008000" size="3">for&ccedil;a aplicada na m&aacute;quina pelo operador</font><font face="Arial" color="#000000" size="3"> &#8212; </font></strong><font face="Arial" color="#000000" size="3">e a m&aacute;quina, devidamente apoiada em algum lugar, o qual lhe aplica a for&ccedil;a <strong>N &#8212; </strong></font><strong><font face="Arial" color="#008000" size="3">for&ccedil;a que o apoio aplica na m&aacute;quina</font><font face="Arial" size="3"> &#8212; </font></strong><font face="Arial" size="3">transmitir&aacute; para a <u>carga</u> (aquilo que caracteriza a tarefa do operador) a for&ccedil;a <strong>F<sub>t</sub> &#8212; <font color="#008000">for&ccedil;a que a m&aacute;quina aplica na carga </font>&#8211;</strong>, resultado de sua fun&ccedil;&atilde;o. Ilustremos isso:</font></font><font face="Arial" size="3"><br />
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE01_01.gif" width="297" height="128" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Destaquemos que &#39;nenhuma m&aacute;quina funcionar&aacute; se n&atilde;o estiver devidamente apoiada&#39; e, essa for&ccedil;a (<strong>N</strong>) que o apoio aplica nela far&aacute; parte integrante de sua condi&ccedil;&atilde;o de equil&iacute;brio. Al&eacute;m de <strong>N</strong>, agem na m&aacute;quina mais duas for&ccedil;as, aquela aplicada pelo operador (<strong>F<sub>a</sub></strong>) e a rea&ccedil;&atilde;o &aacute; for&ccedil;a transmitida (- <strong>F<sub>t</sub></strong>). Fisicamente a m&aacute;quina estar&aacute; &#39;em equil&iacute;brio&#39; (est&aacute;tico ou din&acirc;mico) quando for nula a <u>resultante</u> e o <u>momento resultante</u> dessas tr&ecirc;s for&ccedil;as, <strong>N, F<sub>a</sub> </strong>e <strong>- F<sub>t</sub></strong> , em rela&ccedil;&atilde;o a um ponto arbitr&aacute;rio. Para efeito de estudo as for&ccedil;as <strong>F<sub>a</sub> </strong>e <strong>- F<sub>t</sub> </strong>ser&atilde;o indicadas por <strong>F </strong>e <strong>R</strong>, respectivamente. Quando &aacute;s denomina&ccedil;&otilde;es, a <strong>F<sub>a</sub> = F </strong>poder&aacute; assumir os nomes &#8212; <font color="#800080">for&ccedil;a aplicada, for&ccedil;a potente, pot&ecirc;ncia e for&ccedil;a motora</font>, enquanto que a <strong>- F<sub>t</sub> = R</strong> poder&aacute; receber os nomes &#8212; <font color="#800080">for&ccedil;a resistente, resist&ecirc;ncia, for&ccedil;a transmitida</font></font><font face="Arial" color="#800080" size="3"> (ou ainda, <u>carga</u>, e indicada por </font><strong><font face="Arial" size="3">Q</font></strong><font face="Arial" color="#800080" size="3">)</font><font face="Arial" size="3"><font face="Arial" size="3">. Lembrar que, em intensidade, <strong>- F<sub>t</sub> </strong>e<strong> F<sub>t</sub> </strong>s&atilde;o iguais.&nbsp;<br /> As equa&ccedil;&otilde;es que resolvem o equil&iacute;brio das m&aacute;quinas (ou seja, do sistema de for&ccedil;as que nela agem) s&atilde;o, portanto:</font></font></p>
<p> </font><font face="Arial" size="3"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE01_02.gif" width="224" height="70" /></font><font face="Arial" size="3"><br />
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Vantagem Mec&acirc;nica de uma m&aacute;quina simples</font></strong><br /> Dada uma m&aacute;quina simples em opera&ccedil;&atilde;o, devemos desenvolver um conceito que exprima sua <font color="#800000">efici&ecirc;ncia</font>, ou seja, um fator que indique <u>por quanto</u> ela multiplica a intensidade da for&ccedil;a nela aplicada e retransmite para a carga. Para toda m&aacute;quina simples (ou mesmo para quaisquer associa&ccedil;&atilde;o delas), a <u>raz&atilde;o</u> entre a intensidade da for&ccedil;a transmitida pela m&aacute;quina &agrave; carga e a intensidade da for&ccedil;a aplicada na m&aacute;quina, pelo operador (ou outra m&aacute;quina) recebe a denomina&ccedil;&atilde;o de <font color="#800000">vantagem mec&acirc;nica (VM)</font>. Em outras palavras, &eacute; o n&uacute;mero pelo qual deve ser multiplicada a intensidade da for&ccedil;a aplicada para se obter a intensidade de for&ccedil;a que a m&aacute;quina transmite para a carga.</font></p>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE01_03.gif" width="353" height="94" /></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Como se observa, a <strong>VM</strong> &eacute; grandeza adimensional. Assim, se VM = 4 &eacute; a vantagem mec&acirc;nica de uma dada m&aacute;quina simples, isto significa que, se voc&ecirc; aplicar-lhe uma for&ccedil;a de 10 unidades, a m&aacute;quina transmitir&aacute; para a carga (aquilo que voc&ecirc; quer levantar, empurrar, arrastar, puxar, apertar, rasgar, cortar etc.) uma for&ccedil;a de 40 unidades.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>Trabalho nas m&aacute;quinas simples</strong></font><br /> Enquanto as m&aacute;quinas &#39;trabalham&#39;, ou seja, enquanto as for&ccedil;as <strong>F</strong> e <strong>R</strong> efetuam deslocamentos em seus pontos de aplica&ccedil;&atilde;o, haver&aacute; transfer&ecirc;ncia ou transforma&ccedil;&atilde;o de energia mec&acirc;nica. O trabalho realizado pela for&ccedil;a <strong>F</strong> dever&aacute; aparecer na carga sob alguma forma de energia, devido ao trabalho realizado pela for&ccedil;a <strong>R</strong>. A carga dever&aacute; aumentar sua energia potencial (algo sendo levantado, por exemplo) ou aumentar sua energia cin&eacute;tica ou se deformar, ou se aquecer etc. ou &#39;mistura disso tudo&#39;.<br /> No caso mais simples, no qual o trabalho mec&acirc;nico transcorre sob o concurso de for&ccedil;a constante efetuando deslocamento em sua pr&oacute;pria dire&ccedil;&atilde;o e sentido, tal trabalho &eacute; calculado, como sabemos, por:</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Arial" color="#800000" size="2">Trabalho = (intensidade da for&ccedil;a) x (extens&atilde;o do deslocamento)</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Nas m&aacute;quinas simples ideais, onde todos os trabalhos ocorrem sem o concurso de for&ccedil;as dissipativas (n&atilde;o h&aacute; os atritos indesej&aacute;veis) o trabalho da for&ccedil;a resistente deve ser igual ao trabalho da for&ccedil;a motriz. Isso &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia imediata do <font color="#800000">princ&iacute;pio da conserva&ccedil;&atilde;o da energia</font>. Escrevemos:</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Symbol" color="#800000" size="4">t</font><font face="Arial" color="#800000" size="2"><sub>r</sub> = </font><font face="Symbol" color="#800000" size="4">t</font><font face="Arial" color="#800000" size="2"><sub>m</sub>&nbsp; ==&gt; m&aacute;quinas ideais</font></strong></p>
<p> <font face="Arial" size="3">Se indicarmos por </font></font><font face="Arial" color="#800000" size="2"><strong>d<sub>R</sub></strong></font><font face="Arial" size="3"><font face="Arial" size="3"> e </font></font><font face="Arial" color="#800000" size="2"><strong>d<sub>F</sub></strong></font><font face="Arial" size="3"><font face="Arial" size="3"> os deslocamentos dos pontos de aplica&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a resistente e da for&ccedil;a motriz, respectivamente, nas condi&ccedil;&otilde;es acima teremos:</font></font><font face="Arial" size="3"><br />
<p align="center"><strong><font face="Symbol" color="#800000" size="4">t</font><font face="Arial" color="#800000" size="2"><sub>r</sub> = </font><font face="Symbol" color="#800000" size="4">t</font><font face="Arial" color="#800000" size="2"><sub>m</sub>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ou&nbsp;&nbsp;&nbsp; R. d<sub>R</sub> = F. d<sub>F</sub>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &lt;== m&aacute;quinas ideais</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Como a <font color="#800000"><strong>VM = R/F</strong></font>, decorre da express&atilde;o acima que tamb&eacute;m <strong><font color="#800000">VM = d<sub>F</sub>/d<sub>R</sub></font></strong> , ou seja, a vantagem mec&acirc;nica pode ser expressa em termos de deslocamentos; raz&atilde;o entre os deslocamentos efetivados pelas for&ccedil;as motriz e for&ccedil;a resistente.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Ainda sobre o <u>trabalho nas m&aacute;quinas</u> vale ressaltar:</font></p>
<div align="center">
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="744">
<tr>
<td width="730">
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">(a) Nenhuma m&aacute;quina pode <font color="#008000">multiplicar trabalho ou energia</font>. A &#39;lei &aacute;urea&#39; da Mec&acirc;nica nos informa que nenhuma m&aacute;quina pode realizar trabalho maior do que aquele recebido.</font></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="730">
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">(b) A &#39;economia&#39; em intensidade na for&ccedil;a motriz (ou aplicada, ou potente) implica em &#39;acr&eacute;scimo&#39; no seu deslocamento: <font color="#800000">o que se ganha em for&ccedil;a perde-</font><font color="#800000">se em dist&acirc;ncia</font>. Uma m&aacute;quina simples com VM = 2, tem capacidade de multiplicar a for&ccedil;a aplicada por 2 por&eacute;m, para tanto, o deslocamento dessa for&ccedil;a ser&aacute; duas vezes maior que aquele da for&ccedil;a transmitida&nbsp; (ou resistente, ou resist&ecirc;ncia).</font></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="730">
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">(c) &Eacute; comum denominarmos como &quot;trabalho da m&aacute;quina&quot; aquele trabalho realizado pela for&ccedil;a que ela transmite. &Eacute; bom lembrar, entretanto, que: trabalho &eacute; conceito associado a uma for&ccedil;a e n&atilde;o a uma m&aacute;quina.</font></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="730">
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">(d) N&atilde;o existe m&aacute;quina ideal, ou seja, aquela cujo trabalho das for&ccedil;as dissipativas &eacute; nulo. Para as m&aacute;quinas reais o <font color="#800000">trabalho passivo</font> (trabalho das for&ccedil;as dissipativas) deve ser incorporado como parcela do trabalho resistente; a outra parcela ser&aacute; o <font color="#800000">trabalho &uacute;til</font>. Para tais m&aacute;quinas tem-se, portanto:</font></p>
<p> <font face="Arial" size="3"><br />
<p align="center"><strong><font color="#800000"><font face="Symbol" size="4">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>motor</sub> = </font><font face="Symbol" size="4">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>resistente</sub> = </font><font face="Symbol" size="4">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>passivo</sub> + </font><font face="Symbol" size="4">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>&uacute;til</sub></font></font></strong></p>
<p align="justify">Nessas condi&ccedil;&otilde;es, define-se como <u>rendimento da m&aacute;quina</u> &agrave; raz&atilde;o entre o trabalho &uacute;til e o trabalho motor:</p>
<p align="center"><font color="#800000"><strong><font face="Symbol" size="3">h</font> =</strong></font> <strong><font color="#800000"><font face="Symbol" size="4">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>&uacute;til</sub> / </font><font face="Symbol" size="4">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>motor</sub></font></font></strong></p>
<p align="justify">Como na realidade <font color="#800000"><strong><font face="Symbol" size="4">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>&uacute;til</sub> &lt; </font><font face="Symbol" size="4">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>motor</sub> </font></strong></font>o rendimento sempre ser&aacute; uma fra&ccedil;&atilde;o da unidade. Para aumentar o rendimento das m&aacute;quinas &eacute; necess&aacute;rio diminuir os atritos, o que se consegue por meio de lubrificantes, rolamentos de esferas de a&ccedil;o etc.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="center"><strong><font face="Nadianne" color="#800000" size="6">M&aacute;quinas Simples<br /> </font><font face="Nadianne" color="#008000" size="3">( Alavancas)</font></strong></p>
<p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><br />
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Alavancas</font></strong><br /> S&atilde;o simples pe&ccedil;as r&iacute;gidas, tais como, barras, hastes, travess&otilde;es (retos ou curvos), capazes de girar ao redor de um ponto ou eixo, denominado <u>fulcro</u> ou <u>ponto de apoio</u>. Tesouras, hastes de guarda-chuva, alicates, balan&ccedil;as, articula&ccedil;&otilde;es das &#39;velhas&#39; m&aacute;quinas de escrever, remos, gangorras e tantos outros dispositivos funcionam baseados no princ&iacute;pio das alavancas.<br /> Em uma das extremidades da alavanca o operador aplica seu esfor&ccedil;o (<strong>F</strong>) e ela transfere para a outra extremidade (ou regi&atilde;o) uma for&ccedil;a (<strong>R</strong>) para a &#39;carga&#39; a&iacute; colocada.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Nas alavancas distinguimos:<br /> a) <font color="#800000">bra&ccedil;o de pot&ecirc;ncia</font> (ou de esfor&ccedil;o) - <strong>b<sub>p</sub> </strong>- que &eacute; a dist&acirc;ncia (OA) do fulcro (O) at&eacute; o ponto (A) onde se aplica a for&ccedil;a do operador (<strong>F</strong>). Estamos, conforme se ilustra abaixo, admitindo que as for&ccedil;as que agem na barra s&atilde;o perpendiculares a ela.<br /> b) bra&ccedil;o de resist&ecirc;ncia (ou de carga) - <strong>b<sub>r</sub></strong> - que &eacute; a dist&acirc;ncia (OB) do fulcro (O) at&eacute; o ponto (B) onde se coloca a carga.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE02_02.gif" width="398" height="191" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Se, na situa&ccedil;&atilde;o ilustrada a alavanca estiver em equil&iacute;brio, deveremos ter:</font></p>
<blockquote><blockquote>
<blockquote>
<blockquote>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#800000">Equil&iacute;brio das for&ccedil;as</font>:&nbsp; <strong>N = F + R</strong><br /> <font color="#800000">Equil&iacute;brio dos momentos</font>: <strong>M<sub>F,O</sub> = M<sub>R,O</sub>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong>ou&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>F.b<sub>p</sub> = R.b<sub>r</sub></strong></font></p>
</blockquote>
</blockquote>
</blockquote>
</blockquote>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Em opera&ccedil;&atilde;o os pontos A e B ir&atilde;o se movimentar sobre arcos de circunfer&ecirc;ncias de centro O e de extens&otilde;es <strong>d<sub>p</sub> </strong>e <strong>d<sub>r</sub>. </strong>N&atilde;o podemos conceitualmente confundir tais deslocamentos com os correspondentes bra&ccedil;os de pot&ecirc;ncia <strong>b<sub>p</sub> </strong>e de resist&ecirc;ncia <strong>b<sub>r</sub></strong>, mas, valer&aacute; a rela&ccedil;&atilde;o: <strong>d<sub>p</sub> / d<sub>r</sub> = b<sub>p</sub> / b<sub>r</sub> </strong>.</font></p>
<p> </font><br />
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">MAS &#8230; por vezes, a coisa pode sair errada!</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE02_10.jpg" width="425" height="328" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><br />
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">A <u>vantagem mec&acirc;nica</u> das alavancas <strong><font color="#800000">VM = R/F</font></strong> poder&aacute; ser posta sob a forma <font color="#800000">VM = b<sub>p</sub>/b<sub>r</sub> </font>ou ainda <font color="#800000">VM = d<sub>p</sub>/d<sub>r</sub></font>. Deslocando-se o fulcro para o lado da carga (ver ilustra&ccedil;&atilde;o acima) o bra&ccedil;o de resist&ecirc;ncia <u>diminui</u> e a for&ccedil;a transmitida (R) <u>aumenta</u>; a alavanca torna-se mais vantajosa &#8212; maior ser&aacute; a <font color="#800000">VM</font>.<br /> Um <u>p&eacute;-de-cabra</u>, dispositivo tamb&eacute;m usado pelos &#39;gatunos&#39; e n&atilde;o s&oacute; pelos valorosos carpinteiros, marceneiros etc., tem bra&ccedil;o de carga de 2 cm e bra&ccedil;o de pot&ecirc;ncia que pode chegar aos 2 m (200 cm). Essa alavanca apresentar&aacute; VM = 200/2 = 100, ou seja, aplicando-se uma for&ccedil;a de 80 kgf na extremidade de esfor&ccedil;o (que pode ser o peso do gatuno), teremos na outra extremidade uma for&ccedil;a transmitida de intensidade 8 000 kgf, suficiente at&eacute; para arrancar os batentes de uma porta!</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Classifica&ccedil;&atilde;o das alavancas</font></strong><br /> Dependendo das posi&ccedil;&otilde;es relativas das posi&ccedil;&otilde;es ocupadas pela pot&ecirc;ncia (<strong>F</strong>), fulcro (<strong>O</strong>) e resist&ecirc;ncia (<strong>R</strong>), as alavancas classificam-se em:</font></p>
<blockquote><p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#008000">Alavancas do primeiro g&ecirc;nero ou interfixas</font></strong> - onde o fulcro localiza-se entre a for&ccedil;a aplicada (pot&ecirc;ncia) e a for&ccedil;a transmitida (resist&ecirc;ncia). Ordem: <strong>ROP<br /> </strong><font color="#008000"><strong>Alavancas do segundo g&ecirc;nero ou inter-resistentes</strong></font> - onde a for&ccedil;a transmitida (resist&ecirc;ncia) localiza-se entre o fulcro e a for&ccedil;a aplicada (pot&ecirc;ncia). Ordem: <strong>ORP<br /> </strong><font color="#008000"><strong>Alavancas do terceiro g&ecirc;nero ou interpotentes</strong></font> - onde a for&ccedil;a aplicada (pot&ecirc;ncia) localiza-se entre o fulcro e a for&ccedil;a transmitida (resist&ecirc;ncia). Ordem: <strong>OPR<br /> </strong></font></p>
</blockquote>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE02_03.gif" width="517" height="232" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Para todos os g&ecirc;neros teremos sempre: OA = b<sub>p</sub> e OB = b<sub>r</sub> , de modo que a &#39;equa&ccedil;&atilde;o de equil&iacute;brio&#39;, comum para todas, ser&aacute;: <strong>F.b<sub>p</sub> = R.b<sub>r</sub> .</strong> A <font color="#800000">VM</font> para todas elas ser&aacute;: <font color="#800000">VM = b<sub>p</sub>/b<sub>r</sub></font> .<br /> Alavancas nem sempre s&atilde;o &#39;barras retas&#39;, n&atilde;o importa, as equa&ccedil;&otilde;es continuam v&aacute;lidas se tomarmos os devidos cuidados nas medidas de dist&acirc;ncias. Eis um caso:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE02_04.gif" width="282" height="107" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Eis alguns exemplos desses g&ecirc;neros de alavancas:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE02_05.gif" width="549" height="376" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p> <font face="Arial" size="3">Repare que as alavancas <font color="#800000">interpotentes</font> (as do terceiro g&ecirc;nero) t&ecirc;m <font color="#800000">VM &lt; 1</font> pois <font color="#800000">b<sub>p</sub> &lt; b<sub>r</sub></font> . Sob o ponto de vista &#39;mec&acirc;nico&#39; isso seria uma &#39;desvantagem&#39;, pois &eacute; preciso usar um grande esfor&ccedil;o (pot&ecirc;ncia grande) para vencer (levantar, arrastar etc.) uma pequena carga (resist&ecirc;ncia pequena). Entretanto, nessas situa&ccedil;&otilde;es em que &quot;se perde em for&ccedil;a&quot;, ganha-se em deslocamentos (e portanto em velocidades!). Tomemos como exemplo, no corpo humano, o movimento do ante-bra&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o ao bra&ccedil;o; &eacute; uma alavanca interpotente onde o esfor&ccedil;o &eacute; realizado pelo m&uacute;sculo b</font></font><font face="Arial" size="3">&iacute;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><font face="Arial" size="3">ceps braquial aplicado entre o cotovelo (fulcro) e a m&atilde;o (onde se deposita a carga). A for&ccedil;a que esse m&uacute;sculo aplica no ante-bra&ccedil;o &eacute; maior que o peso da carga mas, em compensa&ccedil;&atilde;o, podemos levant&aacute;-la rapidamente. A maioria das alavanca do corpo humano s&atilde;o desse g&ecirc;nero, felizmente, pois em caso contr&aacute;rio nos mover&iacute;amos como lesmas!</font></font></font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><br />
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Na <strong><font color="#800000">parte 4</font></strong> desse Resumo de M&aacute;quinas Simples abordaremos algumas associa&ccedil;&otilde;es de alavancas e algo sobre balan&ccedil;as.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Parte Experimental</font></strong><br /> Para a parte experimental sobre as alavancas, um projeto indispens&aacute;vel no curr&iacute;culo, recomenda-se o uso do seguinte material:</font></p>
<blockquote><p align="justify"><font face="Arial" color="#800000" size="3">1 suporte comum de laborat&oacute;rio, com haste de 50 cm;<br /> 1 presilha dotada de ponta cil&iacute;ndrica (di&acirc;metro 3 mm);<br /> 1 &#39;metro de balc&atilde;o&#39;;<br /> 1 m de fio de cobre #16, sem capa pl&aacute;stica;<br /> 15 &#39;chumbadas&#39; de pesca iguais (50g, por exemplo);</font></p>
</blockquote>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">O metro de balc&atilde;o deve ser furado ao longo de suas divis&otilde;es, de 5 em 5 cm, com broca de 4 mm. O fio de cobre 16 deve ser cortado em peda&ccedil;os de 5cm para serem usados como ganchos para as chumbadas (basta passar o peda&ccedil;o de fio pelo orif&iacute;cio da chumbada e dobrar as extremidades com alicate de bico redondo). Eis um visual dessa montagem:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE02_06.gif" width="255" height="265" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Para aqueles que j&aacute; t&ecirc;m em seus laborat&oacute;rios os equipamentos tradicionais (suporte, haste met&aacute;lica perfurada, porta-pesos, massores, dinam&ocirc;metros etc.) eis os visuais desses experimentos:</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#663399" size="3"><strong>a) alavanca interfixa</strong></font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE02_07.gif" width="319" height="160" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p> </font><br />
<p align="justify"><font face="Arial" color="#663399" size="3"><strong>b) alavanca inter-resistente</strong></font></p>
<p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><br />
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE02_08.gif" width="292" height="197" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p> </font><br />
<p align="justify"><font face="Arial" color="#663399" size="3"><strong>c) alavanca interpotente</strong></font></p>
<p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><br />
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE02_09.gif" width="287" height="198" /></p>
</td>
</tr>
</table>
<p align="center"><strong><font face="Nadianne" color="#800000" size="6">M&aacute;quinas Simples<br /> </font><font face="Nadianne" color="#008000" size="3">(</font><font face="Times New Roman" color="#008000" size="3"> Polias ou roldanas)</font></strong></p>
<p> <font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><br />
<p align="right"><font face="Arial" color="#000000" size="2"><strong></strong></font></p>
<p> <font face="Arial" color="#000080" size="3"><strong>Polia ou roldana</strong></font><font face="Arial" size="3">, consta de um disco que pode girar em torno de um eixo que passa por seu centro. Al&eacute;m disso, na periferia desse disco existe um sulco, denominado <u>gola</u>, no qual passa uma corda contornando-o parcialmente.<br /> As polias, quanto aos modo</font></font><font face="Arial" size="3">s</font><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><font face="Arial" size="3"> de opera&ccedil;&atilde;o, classificam-se em <u>fixas</u> e <u>m&oacute;veis</u>. Nas <u>fixas</u> os mancais de seus eixos permanecem em repouso em rela&ccedil;&atilde;o ao suporte onde foram fixados. Nas <u>m&oacute;veis</u> tais mancais se movimentam juntamente com a carga que est&aacute; sendo deslocada pela m&aacute;quina. Eis algumas ilustra&ccedil;&otilde;es:</font></font><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><br />
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE03_01.gif" width="432" height="206" /> <img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE03_06.gif" width="236" height="185" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#000000" size="3">Na roldana fixa, numa das extremidades da corda aplica-se a for&ccedil;a motriz <strong>F</strong> (aplicada, potente) e na outra, a resist&ecirc;ncia <strong>R</strong>. Na m&oacute;vel, uma das extremidades da corda &eacute; presa a um suporte fixo e na outra se aplica a for&ccedil;a motriz <strong>F</strong> &#8212; a resist&ecirc;ncia <strong>R</strong> &eacute; aplicada no eixo da polia.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#000000" size="3">Na polia fixa a </font><font face="Arial" color="#800000" size="3">vantagem mec&acirc;nica</font><font face="Arial" size="3"> vale 1, sua fun&ccedil;&atilde;o como m&aacute;quina simples e apenas a de <u>inverter o sentido da for&ccedil;a aplicada</u>, isto &eacute;, aplicamos uma for&ccedil;a de cima para baixo numa das extremidades da corda e a polia transmite &aacute; carga, para levant&aacute;-la, uma for&ccedil;a de baixo para cima. Isso &eacute; vantajoso, porque podemos aproveitar o nosso pr&oacute;prio peso (ou um contrapeso) para cumprir a tarefa de levantar um corpo.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#000080" size="3"><strong>Equil&iacute;brio das polias</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">I) Para qualquer efeito de c&aacute;lculo a <font color="#800000">polia fixa</font> comporta-se como <font color="#800000">alavanca interfixa de bra&ccedil;os iguais (</font><strong><font color="#008000">VM = 1</font></strong><font color="#800000">)</font> e a <font color="#800000">polia m&oacute;vel</font> comporta-se como <font color="#800000">alavanca inter-resistente cujo bra&ccedil;o da pot&ecirc;ncia &eacute; o dobro do bra&ccedil;o da resist&ecirc;ncia (</font><font color="#008000"><strong>VM = 2*</strong></font><font color="#800000">)</font>. &Eacute; por isso que muitos autores n&atilde;o incluem as polias como m&aacute;quina simples fundamental e sim como simples aplica&ccedil;&otilde;es das alavancas.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">II) Como na polia fixa tem-se <strong><font color="#008000">VM = 1</font></strong>, disso decorre <strong>F = R</strong> e <strong>d<sub>p</sub> = d<sub>r</sub>.</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">III) Na polia m&oacute;vel com corda de ramos paralelos tem-se <strong><font color="#008000">VM = 2</font></strong>, disso decorre <strong>F = R/2</strong>&nbsp; e <strong>d<sub>p</sub> = 2.d<sub>r</sub>.</strong></font></p>
<p> <font face="Arial" size="3">IV) Na polia m&oacute;vel com corda de ramos n&atilde;o paralelos (veja ilustra&ccedil;&atilde;o abaixo) tem-se <strong><font color="#008000">VM = 2.cos</font></strong></font><strong><font face="Symbol" color="#008000" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3">, onde </font><strong><font face="Symbol" color="#008000" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"> &eacute; a metade do &acirc;ngulo entre os ramos da corda, disso decorre <strong>F = R/(2.cos<font face="Symbol" size="3">a</font><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><font face="Arial" size="3">)</font></font></strong></font></font><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><font face="Arial" size="3"> e <strong>d<sub>p</sub> = 2.cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font><font face="Arial" size="3">.d<sub>r</sub>.</font></strong></font><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><br />
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE03_02.gif" width="296" height="211" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p> <strong><font color="#800000">Nota</font></strong>: Pode-se converter esse caso de cordas inclinadas para o caso de cordas paralelas, decompondo-se <strong>F </strong>e<strong> N</strong> nos componentes F&#39; = N&#39; (paralelos a <strong>R</strong>) e F&quot; = N&quot; (perpendiculares a <strong>R</strong>).&nbsp;&nbsp; Como&nbsp; F&#39; = N&#39; = F.cos</font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> , o equil&iacute;brio vertical da polia ser&aacute; expresso por: F&#39; + N&#39; = R&nbsp;&nbsp; ou&nbsp; F.cos</font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> + F.cos</font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> = R&nbsp;&nbsp; ou&nbsp; 2F.cos</font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> = R ou, finalmente, F = R/(2.cos</font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">).</font><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><br />
<p align="justify"><strong><font face="Arial" color="#000080" size="3">Associa&ccedil;&otilde;es de polias</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" color="#000000" size="3">I) A polia m&oacute;vel raramente &eacute; utilizada sozinha dado o inconveniente de ter que &#39;puxar&#39; o ramo de corda da pot&ecirc;ncia &#39;para cima&#39;. Normalmente vem combinada com uma polia fixa, conforme ilustramos abaixo. Para tal montagem tem-se <strong>F = R/2; VM = 2 </strong>e <strong>d<sub>p</sub> = 2.d<sub>r</sub>.</strong> Assim, para que a carga suba de &quot;1 m&quot; o operador deve puxar seu ramo de corda para baixo, de &quot;2 m&quot;.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE03_03.gif" width="140" height="248" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" color="#000000" size="3">II) </font><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" color="#000080" size="3">Talha Exponencial</font><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" color="#000000" size="3">: </font><font face="Arial" size="3">O acr&eacute;scimo sucessivo de polias m&oacute;veis, como indicamos na seq&uuml;&ecirc;ncia abaixo, leva-nos &aacute; montagem de uma <u>talha exponencial</u>.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE03_04.gif" width="576" height="388" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Na talha exponencial com uma polia fixa e duas m&oacute;veis tem-se <strong>F = R/4 = R/2<sup>2</sup> </strong>; com uma fixa e tr&ecirc;s m&oacute;veis tem-se <strong>F = R/8 = R/2<sup>3</sup> </strong>e assim sucessivamente, de modo que para <u>n</u> polias m&oacute;veis teremos: <strong>F = R/2<sup>n</sup> .</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">III) <font color="#000080">Cadernal</font>: Outro modo de aumentar a vantagem mec&acirc;nica consiste na associa&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias polias fixas (num &uacute;nico bloco) com v&aacute;rias polias m&oacute;veis (todas num mesmo bloco). A associa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; conhecida por <u><strong><font color="#800080">moit&atilde;o</font></strong></u> ou simplesmente por <u><strong><font color="#800080">talha</font></strong></u>. H&aacute; v&aacute;rias configura&ccedil;&otilde;es; eis algumas:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE03_05.gif" width="225" height="326" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p> <font face="Arial" size="3">Para a talha de 4 polias (duas fixas + duas m&oacute;veis) tem-se <strong>F = R/4</strong>, para a de 6 polias (tr&ecirc;s fixas e tr&ecirc;s m&oacute;veis) tem-se <strong>F = R/6 </strong>etc. Tais montagens n&atilde;o t&ecirc;m tanta&nbsp; vantagem</font></font><font face="Arial" size="3"> mec&acirc;nica</font><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><font face="Arial" size="3"> como as correspondentes exponenciais, entretanto, s&atilde;o montagens mais compactas e se utilizam de uma &uacute;nica corda.</font></font><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><br />
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">I</font><font face="Arial" size="3">V</font><font face="Arial" size="3"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">) </font><font color="#000080">Talha diferencial</font></font><font face="Arial" size="3"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">: </font>&Eacute; uma combina&ccedil;&atilde;o de uma polia m&oacute;vel com duas polias fixas, solid&aacute;rias, de raios diferentes, todas ligadas por uma correia/corda &#39;sem fim&#39;. Se as periferias das polias s&atilde;o &#39;denteadas&#39;, a correia &eacute; substitu&iacute;da por uma corrente sem fim.</font></p>
<p> </font><br />
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE03_07.gif" width="304" height="300" /><br /> <font face="Arial" color="#800080" size="1"><strong>Na figura, onde se l&ecirc; &#39;r&#39; leia-se &#39;R-r&#39;.</strong></font></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">A carga <strong>Q</strong> (ou for&ccedil;a resistente <strong>R</strong>) &eacute; dividida (com boa aproxima&ccedil;&atilde;o) em duas metades <strong>Q</strong>/2 e <strong>Q</strong>/2 pela polia m&oacute;vel. Uma delas, atrav&eacute;s da correia, atua sobre a pequena polia fixa, de raio <strong>r</strong>; a outra, atua sobre a grande, de raio <strong>R</strong>. Aplicando o teorema dos momentos (com p&oacute;lo no centro das polias fixas) temos:</font></p>
<p align="center"><font face="Arial" size="3"><strong>P.R + (Q/2).r = (Q/2).R</strong></font></p>
<p align="center"><font face="Arial" size="3"><strong>P = Q.(R - r)/2R</strong></font></p>
<p align="center"><strong><font face="Arial"></font></strong></p>
<p align="center"><strong><font face="Nadianne" color="#800000" size="6">M&aacute;quinas Simples<br /> </font><font face="Nadianne" color="#008000" size="3">( Planos Inclinados)</font></strong></p>
<p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><br />
<p align="right"><font face="Arial" color="#000000" size="2"><strong></strong></font></p>
<p> </font><br />
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Planos Inclinados</font></strong>&nbsp;<br /> S&atilde;o superf&iacute;cies planas, r&iacute;gidas, inclinadas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; horizontal, que servem para multiplicar for&ccedil;as, constituindo, portanto, m&aacute;quinas simples.<br /> T&aacute;buas que se ap&oacute;iam no solo por uma de suas extremidades e num caminh&atilde;o pela outra, sobre a qual oper&aacute;rios empurram &#39;cargas&#39;, s&atilde;o exemplos de planos inclinados. Rampas de acesso a morros ou constru&ccedil;&otilde;es elevadas s&atilde;o tamb&eacute;m, planos inclinados. Eles comparecem, como veremos adiante, em facas, cunhas, talhadeiras, machados, parafusos, porcas, roscas-sem-fim, prensas, escadas rolantes etc.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>Conserva&ccedil;&atilde;o do trabalho</strong></font><br /> Consideremos o plano inclinado abaixo, que forma &acirc;ngulo </font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"> com o plano horizontal.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE04_01.gif" width="358" height="163" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">O operador deve aplicar sobre a carga (<strong>Q </strong>= resist&ecirc;ncia) uma for&ccedil;a de intensidade <strong>F<sub>a</sub> = P</strong> (pot&ecirc;ncia) paralela &agrave; inclina&ccedil;&atilde;o do plano, de modo a transporta-la do plano horizontal inferior ao plano horizontal superior, isto &eacute;, elevar a carga de uma altura <strong>H</strong>.<br /> Sendo <strong>Q</strong> o peso da carga, para eleva-la diretamente, na vertical e, <font color="#800000">lentamente,</font> o operador <u>deveria</u> aplicar uma for&ccedil;a vertical de intensidade igual a <strong>Q</strong>, ou seja, dever&iacute;amos ter <strong>P</strong> (pot&ecirc;ncia) <strong>= Q</strong> (resist&ecirc;ncia) para uma eleva&ccedil;&atilde;o vertical direta no deslocamento <strong>H</strong>. Se, contudo, a carga for empurrada ao longo do plano inclinado de </font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3">, a intensidade da for&ccedil;a a ser aplicada (<strong>P</strong>), paralela ao plano inclinado, ser&aacute; menor do que <strong>Q</strong>.<br /> Isto significa que, para cumprir a mesma tarefa de levantar lentamente uma carga a uma altura <strong>H</strong>, o plano inclinado permite uma &#39;economia de for&ccedil;a&#39; (<strong>P &lt; Q)</strong>, o que acarreta, entretanto, um &#39;acr&eacute;scimo de dist&acirc;ncia&#39; (<strong>L &gt; H</strong>). A &#39;velha&#39; <u>lei &aacute;urea da mec&acirc;nica</u>: <font color="#800080"><strong>ganha-se em for&ccedil;a, mas perde-se em dist&acirc;ncia.</strong></font></font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Lembrando que, desprezando-se as for&ccedil;as dissipativas, em toda m&aacute;quina simples h&aacute; <font color="#800000">conserva&ccedil;&atilde;o de trabalho</font> (em regime operacional &#8212; no caso, &#39;carga&#39; subindo o plano inclinado em movimento uniforme), podemos escrever:</font></p>
<p align="center"><font face="Arial" size="3"><strong>P.L = Q.H&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong>ou&nbsp;&nbsp; <strong>P = Q.(H/L)</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Observe que <strong>P.L</strong> &eacute; o trabalho da for&ccedil;a aplicada pelo operador e <strong>Q.H</strong> &eacute; o trabalho necess&aacute;rio para elevar, lentamente, uma carga de peso <strong>Q</strong> a uma altura <strong>H</strong>.<br /> Por outro lado, observe, na figura, que <strong>H/L</strong> &eacute; justamente o <strong>sen</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3">, de modo que podemos por: <strong>P = Q.sen</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong> </strong>, que &eacute; a &#39;<font color="#800080">equa&ccedil;&atilde;o do plano inclinado</font>&#39;.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Vantagem mec&acirc;nica</font></strong><br /> A vantagem mec&acirc;nica (<strong>VM</strong>) de uma m&aacute;quina simples traduz a &#39;economia&#39; de for&ccedil;a proporcionada pela m&aacute;quina, isto &eacute;, o n&uacute;mero pela qual a for&ccedil;a aplicada pelo operador est&aacute; sendo multiplicada.<br /> Sendo <strong>P</strong> a intensidade da for&ccedil;a aplicada pelo operador e <strong>Q</strong> o peso da carga a ser levantada, temos:</font></p>
<p align="center"><font face="Arial" size="3"><strong>VM = Q/P </strong>(defini&ccedil;&atilde;o)</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Da conserva&ccedil;&atilde;o do trabalho <strong>P.L = Q.H</strong> tem-se: <strong>Q/P = L/H</strong>, donde:&nbsp;</font></p>
<p align="center"><font face="Arial" size="3"><strong>VM = Q/P = L/H = 1/sen</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong>&nbsp;</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Observe que quanto menor for a inclina&ccedil;&atilde;o (</font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3">), menor ser&aacute; sen</font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"> e maior ser&aacute; a vantagem mec&acirc;nica.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Experi&ecirc;ncia 1</font></strong>&nbsp;<br /> <strong><font color="#800080">Equil&iacute;brio no plano inclinado, com &#39;pot&ecirc;ncia&#39; paralela ao plano</font></strong>:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE04_02.gif" width="339" height="203" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Na aus&ecirc;ncia de atrito, no corpo sobre o plano inclinado agem tr&ecirc;s for&ccedil;as: seu peso <strong>Q</strong>, a rea&ccedil;&atilde;o (normal) de apoio por parte do plano (<strong>N</strong>) e a for&ccedil;a potente (<strong>P</strong>). A carga vertical <strong>Q </strong>pode ser decomposta em <strong>N&#39;</strong> (perpendicular ao plano inclinado) e <strong>P&#39;</strong> (paralela ao plano inclinado). Em fun&ccedil;&atilde;o de <strong>Q</strong> e </font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"> tais componentes valem: <strong>P&#39; = Q.sen</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"> e <strong>N&#39; = Q.cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3">.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">No equil&iacute;brio devemos ter:&nbsp;<strong>&nbsp;</strong></font></p>
<p align="center"><font face="Arial" size="3"><strong>N = N&#39;&nbsp;&nbsp; </strong>e&nbsp;&nbsp;<strong> P = P&#39;</strong>&nbsp;&nbsp; ou&nbsp;&nbsp; <strong>N = Q.cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3">&nbsp;&nbsp; e&nbsp;&nbsp; <strong>P = Q.sen</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Experi&ecirc;ncia 2</font></strong>&nbsp;<br /> <strong><font color="#800080">Equil&iacute;brio no plano inclinado, com &#39;pot&ecirc;ncia&#39; horizontal</font></strong>:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE04_03.gif" width="294" height="201" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify">&nbsp;<font face="Arial" size="3">Desta vez vamos decompor <strong>Q</strong> segundo a horizontal (<strong>P&#39;</strong>) e na dire&ccedil;&atilde;o perpendicular ao plano inclinado (<strong>N&#39;</strong>); teremos: <strong>P&#39; = Q.tg</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"> e <strong>N&#39; = Q/cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3">. Logo, no equil&iacute;brio, <strong>P = Q.tg</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"> e <strong>N = Q/cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3">.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Experi&ecirc;ncia 3</font></strong>&nbsp;<br /> <strong><font color="#800080">Equil&iacute;brio no plano inclinado, com &#39;pot&ecirc;ncia&#39; obl&iacute;qua</font></strong>:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE04_04.gif" width="299" height="201" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">No corpo sobre o plano inclinado, novamente, agem apenas tr&ecirc;s for&ccedil;as: <strong>P, N</strong> e <strong>Q</strong>. A carga <strong>Q</strong> pode ser substitu&iacute;da pelos componentes <strong>P&#39; = Q.sen</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"> e <strong>N&#39; = Q.cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3">. Por sua vez a pot&ecirc;ncia <strong>P</strong> pode ser substitu&iacute;da pelos componentes <strong>P&#39; = P.cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">b</font></strong><font face="Arial" size="3"> e <strong>P&quot; = P.sen</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">b</font></strong><font face="Arial" size="3">.<br /> No equil&iacute;brio:&nbsp;</font></p>
<p align="center"><font face="Arial" size="3"><strong>Q.sen</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><strong><font face="Arial" size="3"> = P.cos</font><font face="Symbol" size="3">b</font></strong><font face="Arial" size="3">&nbsp;&nbsp; (na dire&ccedil;&atilde;o do plano)<strong><br /> Q.cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><strong><font face="Arial" size="3"> = P.sen</font><font face="Symbol" size="3">b</font><font face="Arial" size="3"> + N&nbsp; </font></strong><font face="Arial" size="3">(perpendicular ao plano)</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">A primeira equa&ccedil;&atilde;o desse sistema fornece: <strong>P = Q. (sen<font face="Symbol" size="3">a</font><font face="Arial" size="3">/cos</font><font face="Symbol" size="3">b</font><font face="Arial" size="3">)</font></strong></font><font face="Arial" size="3">;<br /> A segunda fornece: <strong>N = </strong></font><font face="Arial" size="3"><strong>Q.cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a - </font><font face="Arial" size="3">P.sen</font><font face="Symbol" size="3">b</font></strong><font face="Arial" size="3">, e nessa, substituindo-se <strong>P</strong> pelo seu valor obtido acima, temos:<br /> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>N = Q.cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a - </font></strong><font face="Arial" size="3"><strong>Q. (sen</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font><font face="Arial" size="3">/cos</font><font face="Symbol" size="3">b</font><font face="Arial" size="3">).sen</font><font face="Symbol" size="3">b</font></strong><font face="Arial" size="3"> <strong>= Q[cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong> - (sen</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong>.sen</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">b</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong>)/cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">b</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong>]&nbsp;<br /> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N = Q.cos(</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong> + </strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">b</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong>)/cos</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">b</font></strong><font face="Arial" size="3">.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Cunha</font></strong><br /> A cunha &#8212; constitu&iacute;da por uma pe&ccedil;a prism&aacute;tica de madeira ou de ferro, com base triangular is&oacute;sceles &#8212;&nbsp; pode ser considerada como formada de <font color="#800000">dois planos inclinados</font> unidos pelas suas bases. A pot&ecirc;ncia <strong>P</strong> atua na face oposta &agrave; aresta do v&eacute;rtice (</font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3">) do tri&acirc;ngulo is&oacute;sceles. As resist&ecirc;ncias atuam normalmente &agrave;s outras duas faces retangulares.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE04_05.gif" width="286" height="201" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Os instrumentos cortantes ou agudos, facas, navalhas, tesouras, form&otilde;es, talhadeiras, cinz&eacute;is etc. s&atilde;o varia&ccedil;&otilde;es da cunha.<br /> A pot&ecirc;ncia <strong>P</strong>, aplicada &agrave; cabe&ccedil;a da cunha, decomp&otilde;e-se nos componentes de valor <strong>P&#39;</strong> perpendiculares aos lados da cunha e que equilibram resist&ecirc;ncias iguais (<strong>Q = P&#39;</strong>) e opostas. Da ilustra&ccedil;&atilde;o acima, indicando-se por M o ponto m&eacute;dio da cabe&ccedil;a AB tem-se: MB = BC.sen(</font><font face="Symbol" size="3">a</font><font face="Arial" size="3">/2). E, da semelhan&ccedil;a dos tri&acirc;ngulos ABC e OPP&#39; obtemos: P/P&#39; = AB/BC = 2.MB/BC = 2.sen(a/2), donde, finalmente, a &#39;<font color="#800000">equa&ccedil;&atilde;o da cunha</font>&#39;:</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Arial" size="3">P = 2.P&#39;.sen(</font><font face="Symbol" size="3">a</font><font face="Arial" size="3">/2) = 2.Q.sen(</font><font face="Symbol" size="3">a</font><font face="Arial" size="3">/2)</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Para que a pot&ecirc;ncia seja menor que a resist&ecirc;ncia deve-se ter <strong>P &lt; 2Q</strong> e </font><strong><font face="Symbol" size="3">a</font></strong><font face="Arial" size="3"> menor que 60<sup>o</sup>.<br /> <strong><font color="#008080">Nota</font></strong>: Via de regra n&atilde;o h&aacute; interesse em se escrever a express&atilde;o alg&eacute;brica &quot;te&oacute;rica&quot; da rela&ccedil;&atilde;o entre <strong>P</strong> e <strong>Q</strong> porque na cunha o <u>atrito</u> &eacute; sempre muito grande e tem que ser levado em conta.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Parafuso</font></strong><br /> O parafuso reduz-se a um plano inclinado, disposto em h&eacute;lice, na superf&iacute;cie de um cilindro. A visualiza&ccedil;&atilde;o disso pode ser feita, com facilidade, enrolando-se um tri&acirc;ngulo ret&acirc;ngulo de cartolina, ao redor de um l&aacute;pis (abaixo, &agrave; esquerda):</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE04_06.gif" width="322" height="137" /></td>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE04_06b.gif" width="247" height="148" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">O <u>passo</u> do parafuso &eacute; a &#39;altura&#39; (h) do plano inclinado; a circunfer&ecirc;ncia 2.</font><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">.r &eacute; a &#39;base&#39; (b) (ilustra&ccedil;&atilde;o acima, &agrave; direita). A sali&ecirc;ncia do parafuso chama-se &#39;filete&#39;; pode ser quadrangular ou triangular. Quando se usa o parafuso para transmitir esfor&ccedil;os, &eacute; prefer&iacute;vel ter um filete <u>retangular</u> (como o do parafuso da ilustra&ccedil;&atilde;o abaixo, &agrave; direita), que &eacute; mais robusto que o <u>triangular</u> (como o usado nos parafusos microm&eacute;tricos, que n&atilde;o s&atilde;o feitos para transmitirem grandes esfor&ccedil;os). Ao filete corresponde, na porca, um sulco de mesmo passo. <font color="#800080">Parafuso e porca</font> &#39;sempre&#39; trabalham juntos; no parafuso para madeira, a porca &eacute; a madeira.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">No trabalho parafuso/porca podemos diferenciar os casos:</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#800080">a) porca fixa</font>; a rota&ccedil;&atilde;o do parafuso determina a transla&ccedil;&atilde;o do mesmo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; porca. &Eacute; o que se observa na <font color="#800080">prensa</font>, onde a cada volta do parafuso (atrav&eacute;s do trabalho da for&ccedil;a aplicada na alavanca) ele avan&ccedil;a (ou retrocede) de um passo.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE04_07.gif" width="424" height="189" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Na prensa ilustrada acima, a alavanca tem bra&ccedil;o <strong>R</strong> e o parafuso tem passo <strong>p</strong>. A resist&ecirc;ncia <strong>Q</strong> aplica-se verticalmente, na ponta do parafuso. Quando a resist&ecirc;ncia cede de uma dist&acirc;ncia <strong>p</strong>, o trabalho ser&aacute; dado por <strong>Q.p</strong>. A pot&ecirc;ncia <strong>P</strong> &eacute; o esfor&ccedil;o que se faz tangencialmente &agrave; circunfer&ecirc;ncia de raio <strong>R</strong> da alavanca; o trabalho dessa pot&ecirc;ncia, numa volta completa, ser&aacute;: <strong>P.2.</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">.R</font></strong><font face="Arial" size="3"> (com essa volta completa o parafuso desloca-se de <strong>p</strong>).</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Tem-se, pois:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>P.2.</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">.R = </font></strong><font face="Arial" size="3"><strong>Q.p</strong>&nbsp; ou&nbsp; <strong>P = Q.p/(2</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">R)</font></strong><font face="Arial" size="3">.</p>
<p> Cada prensa apresenta sua <font color="#800080">caracter&iacute;stica (<strong>n</strong>)</font> que &eacute;: <strong>(2</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">R)/p = n</font></strong><font face="Arial" size="3"> , de modo que, a &#39;<font color="#800000">equa&ccedil;&atilde;o da prensa</font>&#39; &eacute;:</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Arial" size="3">P = Q/n</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#800080">b) porca m&oacute;vel</font>; a rota&ccedil;&atilde;o do parafuso (sem qualquer transla&ccedil;&atilde;o efetiva da pe&ccedil;a) determina a rota&ccedil;&atilde;o da porca. &Eacute; o caso do trabalho do parafuso-sem-fim que se engrena na roda dentada:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE04_08.gif" width="298" height="270" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">No parafuso-sem-fim, com roda dentada de <strong>n</strong> dentes, uma volta na manivela desloca a roda de &#39;um&#39; dente. Sendo <strong>r</strong> o raio do cilindro que suspende a carga <strong>Q</strong>, tem-se: <strong>P.2</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">R.n = Q.2</font><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">r</font></strong><font face="Arial" size="3">; logo, a &#39;<font color="#800080">equa&ccedil;&atilde;o da montagem</font>&#39; ser&aacute;: <strong>P = Q.r/(R.n)</strong>.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">As aplica&ccedil;&otilde;es do parafuso s&atilde;o numerosas; empregam-se parafusos para fixar objetos de madeira ou de metal; nas prensas de copiar, de cunhar etc.; o parafuso microm&eacute;trico &eacute; parte essencial de v&aacute;rios instrumentos de precis&atilde;o (palmer, micr&ocirc;metro, esfer&ocirc;metro etc.); as h&eacute;lices dos navios e aeroplanos s&atilde;o parafusos a deslocar na &aacute;gua ou no ar, que lhe servem de porcas; as prensas servem para espremer sucos das sementes oleaginosas etc. O parafuso-sem-fim tem grande analogia com o sarilho de engrenagem e tem os mesmos usos.</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Nadianne" color="#800000" size="6">M&aacute;quinas Simples<br /> </font><font face="Nadianne" color="#008000" size="3">(Rodas e Eixos)</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></strong><br /> Com a finalidade de <font color="#800000">multiplicar for&ccedil;as</font>, constituindo assim uma m&aacute;quina simples, podemos associar <font color="#800000">rodas e eixos</font>. <font color="#800080">Duas rodas acopladas a um mesmo eixo</font> ou <font color="#800080">duas rodas acopladas por correia</font> s&atilde;o exemplos de dispositivos simples capazes de multiplicar for&ccedil;as.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE05_01.jpg" width="421" height="232" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Em uma das rodas (denominada <font color="#800000">roda motriz</font>), o operador (que pode ser um motor el&eacute;trico) aplica sua for&ccedil;a (<strong>F<sub>a</sub> = P = pot&ecirc;ncia</strong>), em geral empunhando uma <u>manopla</u> (Aur&eacute;lio: a parte por onde se empunham certos instrumentos, utens&iacute;lios ou armas; punho) e a outra roda (denominada <font color="#800000">roda de carga</font>) transmite &agrave; carga, a for&ccedil;a j&aacute; multiplicada pela m&aacute;quina (<strong>F<sub>t</sub> = R = resist&ecirc;ncia</strong>).&nbsp;<br /> Como nas demais m&aacute;quinas, esses acoplamentos entre rodas e eixos obedecem ao princ&iacute;pio da <font color="#800000">conserva&ccedil;&atilde;o do trabalho </font>(</font><strong><font face="Symbol" size="3">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>a</sub> = </font><font face="Symbol" size="3">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>t</sub></font></strong><font face="Arial" size="3">), de modo que, se os raios das rodas s&atilde;o diferentes, podemos <strong><font color="#800080">ganhar</font></strong><font color="#800080"><strong> em for&ccedil;a</strong></font> (for&ccedil;a transmitida <u>maior</u> que a for&ccedil;a aplicada: <strong>F<sub>t</sub> &gt; F<sub>a</sub></strong>) mas, <font color="#800080"><strong>perder em dist&acirc;ncia</strong></font> (o deslocamento tangencial da for&ccedil;a aplicada &eacute; maior que o deslocamento tangencial da for&ccedil;a transmitida: <strong>d<sub>1</sub> &gt; d<sub>2</sub></strong>).</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><font color="#000080"><strong>Cinem&aacute;tica dos acoplamentos</strong></font><br /> Para as m&aacute;quinas das quais participam rodas e eixos, existem certas grandezas cinem&aacute;ticas especialmente &uacute;teis, s&atilde;o elas:</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong>a)</strong> <strong>Velocidade angular</strong> - para caracterizar a rota&ccedil;&atilde;o de todos os pontos pontos de uma roda, basta saber de que &acirc;ngulo central (expresso em radianos) um ponto qualquer da roda gira num determinado intervalo de tempo.<br /> A velocidade angular (</font><strong><font face="Symbol" size="4">w</font></strong><font face="Arial" size="3">) &eacute; expressa por:&nbsp;</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Symbol" size="4">w</font></strong><strong><font face="Arial" size="3"> = (deslocamento angular)/(intervalo de tempo) = </font><font face="Symbol" size="3">Dj</font><font face="Arial" size="3">/</font><font face="Symbol" size="3">D</font><font face="Arial" size="3">t &#8230; (rad/s)</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#800080" size="3"><strong>Nota 1: </strong>Rodas acopladas a um mesmo eixo t&ecirc;m mesma velocidade angular, mesmo per&iacute;odo e mesma freq&uuml;&ecirc;ncia (ilustra&ccedil;&atilde;o abaixo, esquerda):&nbsp;</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Symbol" color="#800080" size="3">w</font><font face="Arial" color="#800080" size="3"><sub>1</sub> = </font><font face="Symbol" color="#800080" size="3">w</font><font face="Arial" color="#800080" size="3"><sub>2</sub>&nbsp; &lt;==&gt;&nbsp; V<sub>1</sub>/r<sub>1</sub> = V<sub>2</sub>/r<sub>2</sub>&nbsp; &lt;==&gt;&nbsp; V<sub>1</sub>/V<sub>2</sub> = r<sub>1</sub>/r<sub>2</sub></font></strong></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE05_02.jpg" width="408" height="284" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" color="#800080" size="3"><strong>Nota 2: </strong>Para rodas acopladas por correia, as velocidades lineares dos pontos das rodas, em contato com a correia, t&ecirc;m o mesmo valor; as velocidades angulares s&atilde;o inversamente proporcionais aos respectivos raios (ilustra&ccedil;&atilde;o acima, direita):</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Arial" color="#800080" size="3">V = V<sub>1</sub> = V<sub>2</sub>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &lt;==&gt;&nbsp; </font><font face="Symbol" color="#800080" size="3">w</font><font face="Arial" color="#800080" size="3"><sub>1</sub>r<sub>1</sub> =&nbsp;</font><font face="Symbol" color="#800080" size="3">w</font><font face="Arial" color="#800080" size="3"><sub>2</sub>r<sub>2</sub>&nbsp;&nbsp; &lt;==&gt;&nbsp; </font><font face="Symbol" color="#800080" size="3">w</font><font face="Arial" color="#800080" size="3"><sub>1</sub>/</font><font face="Symbol" color="#800080" size="3">w</font><font face="Arial" color="#800080" size="3"><sub>2</sub> = r<sub>2</sub>/r<sub>1</sub>&nbsp;</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong>b) Per&iacute;odo</strong> - Se a velocidade angular for constante, cada ponto da roda descrever&aacute; um movimento circular e uniforme. Neste caso, definimos o per&iacute;odo (<strong>T</strong>) como sendo o intervalo de tempo necess&aacute;rio para que qualquer ponto da roda descreva uma volta completa.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong>c) Freq&uuml;&ecirc;ncia</strong> - Ainda no caso de velocidade angular constante, denomina-se freq&uuml;&ecirc;ncia (<strong>f</strong>) ao n&uacute;mero de voltas completas efetuadas pelo ponto da roda, na unidade de tempo.<br /> A freq&uuml;&ecirc;ncia vem expressa por:&nbsp;</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Arial" size="3">f = (N<sup>o</sup> de voltas)/(intervalo de tempo unit&aacute;rio) = N/</font><font face="Symbol" size="3">D</font><font face="Arial" size="3">t&nbsp;&nbsp;</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Para </font><strong><font face="Symbol" size="3">D</font><font face="Arial" size="3">t = T</font></strong><font face="Arial" size="3"> (per&iacute;odo), teremos <strong>N = 1</strong> e, portanto: <strong>f = 1/T</strong>.<br /> No Sistema Internacional de Unidades, <strong>T</strong> mede-se em segundos (s), <strong>f</strong> em hertz (Hz). Na t&eacute;cnica usam-se, tamb&eacute;m, como unidade de freq&uuml;&ecirc;ncia o <strong>rpm</strong> (rota&ccedil;&otilde;es por minuto). Vale: <strong>1 Hz = 60 rpm</strong>.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong>d) Velocidade linear</strong> - A velocidade linear (<strong>V</strong>) de um ponto da roda &eacute; dada por:</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Arial" size="3">V = (deslocamento escalar)/(intervalo de tempo) = </font><font face="Symbol" size="3">D</font><font face="Arial" size="3">s/</font><font face="Symbol" size="3">D</font><font face="Arial" size="3">t&nbsp; &#8230; (m/s)</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong>e) Rela&ccedil;&otilde;es fundamentais</strong> - Quando a velocidade angular (w) &eacute; constante cada ponto da roda, que dista R do centro, descrever&aacute; seu movimento circular e uniforme; valem:</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Symbol" size="3">w</font><font face="Arial" size="3"> = </font><font face="Symbol" size="3">Dj</font><font face="Arial" size="3">/</font><font face="Symbol" size="3">D</font><font face="Arial" size="3">t = 2</font><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">/T = 2</font><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">f<br /> V = </font><font face="Symbol" size="3">D</font><font face="Arial" size="3">s/</font><font face="Symbol" size="3">D</font><font face="Arial" size="3">t = 2</font><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">R/T = 2</font><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">f.R<br /> V = </font><font face="Symbol" size="3">w</font><font face="Arial" size="3">.R</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Din&acirc;mica dos acoplamentos</font></strong><br /> Tendo-se sempre em vista a conserva&ccedil;&atilde;o do trabalho nas m&aacute;quinas simples vamos examinar as for&ccedil;as, deslocamentos e velocidades postas em jogo no acoplamento de rodas.</font></p>
<p align="justify"><strong><font face="Arial" size="3">a) </font></strong><font face="Arial" size="3">No acoplamento de <font color="#800000">rodas num mesmo eixo</font> o torque (momento) dado &agrave; roda motriz transmite-se &agrave; roda de carga: </font><strong><font face="Symbol" size="3">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>a</sub> = </font><font face="Symbol" size="3">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>t</sub> </font></strong><font face="Arial" size="3">.&nbsp;<br /> Desse modo, se a for&ccedil;a tangencial <strong>F<sub>a</sub></strong> for aplicada na periferia da roda maior (de raio <strong>r<sub>1</sub></strong>) e essa realizar uma volta completa, de modo que o deslocamento da for&ccedil;a seja <strong>d<sub>1</sub> = 2<font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">r<sub>1</sub></font></strong></font><font face="Arial" size="3">, o torque motor ser&aacute;: </font><strong><font face="Symbol" size="3">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>a</sub> = F<sub>a</sub>.2</font><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">r<sub>1</sub></font></strong><font face="Arial" size="3">. Nessa situa&ccedil;&atilde;o, a roda de carga, transmite a for&ccedil;a <strong>F<sub>t</sub> </strong>que deslocar&aacute; seu ponto de aplica&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia <strong>d<sub>2</sub></strong> <strong>= 2<font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">r<sub>2</sub> </font></strong></font><font face="Arial" size="3">e realizar&aacute; trabalho resistente dado por: </font><strong><font face="Symbol" size="3">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>t</sub> = F<sub>t</sub>.2</font><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">r<sub>2</sub> </font></strong><font face="Arial" size="3">. Devemos por </font><strong><font face="Symbol" size="3">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>a</sub> = </font><font face="Symbol" size="3">t</font><font face="Arial" size="3"><sub>t</sub> </font></strong><font face="Arial" size="3">, logo: </font><strong><font face="Arial" size="3">F<sub>a</sub>.2</font><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">r<sub>1</sub> = F<sub>t</sub>.2</font><font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">r<sub>2</sub></font></strong><font face="Arial" size="3"> e ent&atilde;o temos a &#39;equa&ccedil;&atilde;o do acoplamento&#39;:</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Arial" size="3">F<sub>t</sub> = F<sub>a</sub>.(r<sub>1</sub>/r<sub>2</sub>)</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">onde <strong>r<sub>1</sub>/r<sub>2</sub> = VM</strong> &eacute; a vantagem mec&acirc;nica do acoplamento. Assim, se <strong>r<sub>1</sub> &gt; r<sub>2</sub> </strong>ganhamos em for&ccedil;a, mas perdemos em deslocamento e, conseq&uuml;entemente, em velocidade.<br /> Repare que, quanto menor for o raio da roda de carga, <u>maior</u> ser&aacute; a for&ccedil;a transmitida. Verifique isso na torneira de sua casa, onde voc&ecirc; aplica for&ccedil;a na roda maior para fazer girar, com facilidade, a roda menor (que &eacute; o pr&oacute;prio &#39;tarugo&#39; de lat&atilde;o onde se fixa a roda maior). Do mesmo modo funciona a ma&ccedil;aneta de sua porta.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE05_03.jpg" width="408" height="249" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Mais uma vez, repare que a <strong>vantagem mec&acirc;nica</strong> &eacute; a raz&atilde;o entre os bra&ccedil;os de alavanca que, no caso, s&atilde;o os raios das polias: <strong>VM = r<sub>1</sub>/r<sub>2</sub> . </strong>A raz&atilde;o dos di&acirc;metros &eacute; a mesma da raz&atilde;o entre os raios e o uso de <strong>VM = D<sub>1</sub>/D<sub>2</sub>&nbsp; </strong>pode ser bem conveniente em alguns casos.<br /> Essa raz&atilde;o permanece verdadeira quer as polias sejam <strong>axiais</strong> (giram fixas ao redor do mesmo eixo), quer acopladas <strong>por correia </strong>ou ainda por acoplamento de contato direto tangencial (como as engrenagens).</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Sobre as cinem&aacute;ticas dos acoplamentos vale notar que a diferen&ccedil;a entre polias e engrenagens &eacute; que polias giram no <font color="#800080">mesmo sentido</font> enquanto que as engrenagens, em contato, giram em <font color="#800080">sentidos opostos</font>.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE05_02a.gif" width="633" height="182" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Uma aplica&ccedil;&atilde;o imediata do acoplamento de rodas num mesmo eixo encontra-se no <strong><font color="#800080">sarilho ordin&aacute;rio</font></strong>. Esse consta de um cilindro horizontal de raio <strong>r</strong>, sobre o qual se enrola uma corda, por meio de uma manivela que faz girar o cilindro. A pot&ecirc;ncia <strong>P</strong> se aplica &agrave; manivela de raio <strong>R</strong> (uma roda) e a resist&ecirc;ncia <strong>Q</strong> &agrave; extremidade livre da corda.</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE05_07.gif" width="382" height="235" /></td>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE05_02b.gif" width="232" height="213" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">O sarilho ordin&aacute;rio pode ser visto como uma alavanca do primeiro g&ecirc;nero &#8212; interfixa &#8212; (detalhe na ilustra&ccedil;&atilde;o acima, &agrave; esquerda); temos:&nbsp;</font></p>
<p align="center"><font face="Arial" size="3"><strong>P.R = Q.r&nbsp; &lt;==&gt; P = Q.(r/R)</strong></font></p>
<p align="left"><font face="Arial" size="3">O estudo do equil&iacute;brio do sarilho, em laborat&oacute;rio, &eacute; feito mediante a montagem mostrada acima, &agrave; direita.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#008080">Nota</font></strong>: O sarilho ordin&aacute;rio, quando apresenta seu eixo na vertical, passa a denominar-se <strong><font color="#800080">cabrestante</font></strong>; serve para realizar grandes esfor&ccedil;os de tra&ccedil;&atilde;o:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE05_08.gif" width="214" height="229" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong>b) </strong>No acoplamento de rodas atrav&eacute;s de correia os deslocamentos (<strong>d<sub>1</sub> </strong>e <strong>d<sub>2</sub></strong>) das for&ccedil;as aplicada (<strong>F<sub>a</sub></strong>) e transmitida (<strong>F<sub>t</sub></strong>) s&atilde;o <u>iguais</u>, assim como as intensidades das for&ccedil;as (<strong>F<sub>a</sub> = F<sub>t</sub></strong>) &#8212; da&iacute; decorre a igualdade dos trabalhos.&nbsp;<br /> Por vezes &eacute; dif&iacute;cil perceber isso de imediato. Vamos analisar:&nbsp;<br /> <strong>1.- </strong>a correia, sob tens&atilde;o, aplica exatamente a mesma for&ccedil;a sobre as periferias das rodas, da&iacute; a igualdade das for&ccedil;as;&nbsp;<br /> <strong>2.- </strong>para os deslocamento teremos (para uma volta completa da roda maior): <strong>d<sub>1</sub> = 2<font face="Symbol" size="3">p</font><font face="Arial" size="3">r<sub>1</sub> </font></strong></font><font face="Arial" size="3">e <strong>d<sub>2</sub></strong>(total)<strong> = x.2</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">p</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong>r<sub>2</sub> </strong>onde <strong>x = 2</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">p</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong>r<sub>1</sub>/2</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">p</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong>r<sub>2</sub> = r<sub>1</sub>/r<sub>2</sub></strong>, logo: <strong>d<sub>2</sub></strong>(total)<strong> = (r<sub>1</sub>/r<sub>2</sub>).2</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">p</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong>r<sub>2</sub> = 2</strong></font><strong><font face="Symbol" size="3">p</font></strong><font face="Arial" size="3"><strong>r<sub>1</sub></strong>. Realmente, <strong>d<sub>1</sub></strong>(1 volta)<strong> = d<sub>2</sub></strong>(total). Todavia, perceba que <strong>d<sub>2</sub></strong>(total)<strong> </strong>encerra <strong>x</strong> voltas da roda menor.&nbsp;</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3"><strong><font color="#000080">Engrenagens</font></strong><br /> Quando se acoplam rodas atrav&eacute;s de uma correia, os esfor&ccedil;os que se op&otilde;em &agrave; for&ccedil;a transmitida podem ser tais que fazem a correia deslizar. Nessas situa&ccedil;&otilde;es &eacute; conveniente &#39;dentear&#39; os bordos das rodas e substituir a correia por uma &#39;corrente&#39; que &#39;engata&#39; perfeitamente nos dentes da engrenagem &#8212; <font color="#800000">engrenagem por corrente</font> &#8212; (abaixo, direita).&nbsp;</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE05_04.gif" width="526" height="253" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">A bicicleta, pelo seu sistema de transmiss&atilde;o mediante rodas dentadas e corrente, &eacute; exemplo de tal situa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Observe os sentidos de movimento nesse acoplamento por corrente; s&atilde;o os mesmos!</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE05_05.gif" width="411" height="238" /></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">As rodas dentadas tamb&eacute;m podem se &#39;engrenar&#39;, diretamente, sem a necessidade de correntes &#8212; <font color="#800000">engrenagem direta</font> &#8212; (ilustra&ccedil;&atilde;o acima, esquerda).&nbsp;Observe os sentidos de movimento nesse acoplamento direto &#39;entre dentes&#39; &#8212; giram em sentidos opostos!<br /> Eis uma aplica&ccedil;&atilde;o desse tipo de acoplamento entre rodas dentadas, no <strong><font color="#800080">sarilho de engrenagens</font></strong>:</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE05_06.gif" width="213" height="209" /></td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Essa m&aacute;quina consta de dois conjuntos, com duas rodas cada um: (1) a pot&ecirc;ncia <strong>P</strong>, atrav&eacute;s da manivela de raio <strong>R</strong> (primeira roda) atua sobre a pequena roda dentada de raio <strong>r</strong> (segunda roda); (2) essa roda dentada pequena do primeiro conjunto engrena com a roda grande, de raio <strong>R&#39;</strong>, do segundo sistema (primeira roda) e essa, por sua vez, &eacute; solid&aacute;ria ao cilindro de raio <strong>r&#39; </strong>(segunda roda). Sobre esse cilindro se enrola a corda ligada &aacute; carga <strong>Q</strong> (resist&ecirc;ncia).</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Um sarilho de engrenagem se comporta como combina&ccedil;&atilde;o de dois <font color="#800000">sarilhos ordin&aacute;rios</font> (veja acima). Acompanhe pela ilustra&ccedil;&atilde;o acima, onde <strong>F</strong> e <strong>F&#39;</strong> indicam, respectivamente as for&ccedil;as de rea&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o, aplicadas pelas superf&iacute;cies de dois dentes em contato:<br /> </font>(a) <font face="Arial" size="3">o equil&iacute;brio do primeiro conjunto de rodas ser&aacute; dado por: <strong>P.R = F.r</strong>&nbsp; e,<br /> (b) o equil&iacute;brio do segundo conjunto de rodas ser&aacute; dado por: <strong>Q.r&#39; = F&#39;.R&#39;</strong>.<br /> Dividindo-se essas duas express&otilde;es membro a membro e lembrando que <strong>F = F&#39; </strong>(a&ccedil;&atilde;o e rea&ccedil;&atilde;o) vem:</font></p>
<p align="center"><font face="Arial" size="3"><strong>P.R/Q.r&#39; = F.r/F&#39;.R&#39;&nbsp;&nbsp; </strong>ou<strong>&nbsp;&nbsp; (P/Q)(R/r&#39;) = r/R&#39;</strong></font></p>
<p align="center"><strong><font face="Arial" size="3">P = Q.(rr&#39;)/(RR&#39;)</font></strong></p>
<p align="center"><strong><font face="Arial"></font></strong></p>
<p align="center"><font face="Nadianne" color="#800000" size="6"><strong>For&ccedil;as e Coeficientes de Atrito</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">No estudo da Mec&acirc;nica, n&oacute;s sempre encontraremos for&ccedil;as que surgem por causa da resist&ecirc;ncia de atrito imposta ao movimento, na interface entre dois corpos que est&atilde;o em contato. &Eacute; importante entender as caracter&iacute;sticas de tais for&ccedil;as e desenvolver m&eacute;todos pr&aacute;ticos para incorpor&aacute;-las nos problemas da Mec&acirc;nica. Para ver como estas for&ccedil;as atuam, vamos considerar a situa&ccedil;&atilde;o ilustrada abaixo <font color="#008080"><strong>[1]</strong></font>, onde um objeto &#39;retangular&#39; de peso <strong>P</strong> repousa numa superf&iacute;cie lisa e est&aacute; sujeito a for&ccedil;as tanto horizontais quanto verticais.&nbsp;</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE06_01.gif" width="494" height="247" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE06_02.gif" width="493" height="274" /></p>
<p align="center"><font color="#008080"><strong>[1] </strong></font><strong><font face="Arial" color="#800080" size="2">Sistema de for&ccedil;as atuando num objeto em repouso, numa interface na qual as&nbsp;<br /> for&ccedil;as de atrito est&atilde;o presentes. Quatro diferentes possibilidades podem aparecer,&nbsp;<br /> correspondentes aos casos (a), (b), (c) e (d) ilustrados acima.</font></strong></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">O modo mais f&aacute;cil de se analisar o que est&aacute; acontecendo &eacute;, como &eacute; usual, considerar cada parte do sistema como um <font color="#800000">corpo livre isolado</font> e descrever como todas as for&ccedil;as est&atilde;o atuando em cada um desses corpos. O procedimento usado para que isto seja feito neste caso &eacute; mostrado a seguir <font color="#008080"><strong>[2]</strong></font>, onde todas as for&ccedil;as sobre ambos os blocos, apoiado e suspenso, s&atilde;o mostradas.&nbsp;</font></p>
<div align="center">
<table border="3" cellspacing="1">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.feiradeciencias.com.br/sala06/image06/06_RE06_03.gif" width="248" height="169" /><br /> <strong><font face="Arial" color="#008080" size="3">[2] </font><font face="Arial" color="#800080" size="2">Diagramas de corpos livres (a) e (b).</font></strong></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>
<p align="justify"><font color="#008080"><strong>[2] </strong></font><font face="Arial" color="#800080" size="2"><strong>O conjunto de for&ccedil;as que atuam (a) no corpo ilustrado acima </strong></font><font color="#008080"><strong>[1]</strong></font><font face="Arial" color="#800080" size="2"><strong>, visto como um corpo livre isolado, e (b) no bloco suspenso, considerado do mesmo modo.</strong></font><strong><font face="Arial" color="#800080" size="2">&nbsp;</font></strong></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">Nestes diagramas, a tens&atilde;o na corda &eacute; representada pelos vetores <strong>T</strong>, que atua na dire&ccedil;&atilde;o <strong><font color="#800000">x</font></strong> horizontal, no objeto apoiado e <strong>T&rsquo;</strong> atuando na dire&ccedil;&atilde;o <strong><font color="#800000">y</font></strong> vertical, no objeto suspenso, de peso <strong>Q</strong>. Se o peso da corda for desprezado (como ser&aacute;), a intensidade de <strong>T&#39;</strong> ser&aacute; a mesma de <strong>T</strong>. A roldana serve apenas para mudar o sentido no qual a tens&atilde;o atua e de maneira nenhuma altera seu m&oacute;dulo [<strong><font color="#ff0000">*</font></strong>]. Tamb&eacute;m, neste exemplo, sup&otilde;e-se que a interface entre o bloco apoiado e a superf&iacute;cie que o ap&oacute;ia n&atilde;o seja perfeitamente escorregadia e ent&atilde;o as for&ccedil;as de atrito que surgem do bloco apoiado e da superf&iacute;cie na qual ele repousa est&atilde;o presentes.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">[<strong><font color="#ff0000">*</font></strong>] </font><font face="Arial" size="1">Esta afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; verdadeira apenas quando os efeitos de atrito e efeitos de in&eacute;rcia associados &agrave; roldana puderem ser negligenciados, e sempre suporemos que este &eacute; o caso, a menos que uma afirma&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria seja feita.&nbsp;</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">As for&ccedil;as de atrito entre o objeto apoiado e a superf&iacute;cie surgem das for&ccedil;as interat&ocirc;micas ou intermoleculares entre as duas superf&iacute;cies. Uma descri&ccedil;&atilde;o exata do atrito em termos destas for&ccedil;as &eacute; muito complexa e n&atilde;o pode ser tratada em detalhes aqui. Al&eacute;m do mais, embora as superf&iacute;cies em contato possam parecer muito lisas e planas, numa escala at&ocirc;mica uma ordem tal de lisura raramente pode ser obtida, e nesta escala as superf&iacute;cies s&atilde;o irregulares e &aacute;speras com &#39;pontos&#39; altos e baixos. Como resultado, a &aacute;rea real de contato (medida da superf&iacute;cie total dos contatos) entre os dois objetos ocorre apenas em pontos relativamente pequenos onde pontos altos em ambas as superf&iacute;cies est&atilde;o opostos uns aos outros; assim, a <font color="#800000">&aacute;rea de contato n&atilde;o tem rela&ccedil;&atilde;o direta com a &aacute;rea total de superf&iacute;cie da base</font> do objeto apoiado, mas na realidade &eacute; muito menor. A press&atilde;o nos pontos reais de contato &eacute;, portanto, muito grande e suficiente em muitos casos para unir as duas superf&iacute;cies juntas (caso do contato do vidro plano sobre vidro plano). A <font color="#800080">for&ccedil;a m&aacute;xima de atrito</font> que pode ser suportada pela interface &eacute; a for&ccedil;a necess&aacute;ria para quebrar estas uni&otilde;es microsc&oacute;picas. Se o contato for deslizante, formam-se e quebram-se ligamentos continuamente, e o material pode ser transferido de uma superf&iacute;cie para outra no processo. Verificou-se que os mesmos efeitos exercem um papel importante nas for&ccedil;as de atrito, associados ao contato de rolamento entre dois corpos. Neste caso, a <font color="#800000">&aacute;rea real de contato &eacute; ainda menor</font> e, em conseq&uuml;&ecirc;ncia, o atrito de rolamento &eacute; ordinariamente menor que o atrito de deslizamento entre os mesmos materiais. No caso do atrito de rolamento, contudo, a deforma&ccedil;&atilde;o do objeto que rola sob as for&ccedil;as que atuam sobre ele tamb&eacute;m pode ser importante na determina&ccedil;&atilde;o da grandeza das for&ccedil;as de atrito.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">V&ecirc;-se claramente que os mecanismos f&iacute;sicos relevantes para os efeitos de atrito est&atilde;o completamente envolvidos, e uma descri&ccedil;&atilde;o anal&iacute;tica destes efeitos em termos fundamentais &eacute; comumente muito complicada. &Eacute; muito simples, contudo, descrever como as for&ccedil;as de atrito atuam, sem haver necessidade de citar (ou at&eacute; mesmo conhecer) os mecanismos f&iacute;sicos respons&aacute;veis pela a&ccedil;&atilde;o delas. Isto pode ser efetuado meramente observando-se que tem sido averiguado experimentalmente que uma <font color="#800080">for&ccedil;a de atrito</font> existe entre um objeto e a superf&iacute;cie sobre a qual ele repousa. A maneira pela qual esta for&ccedil;a age depende de o corpo estar em repouso (<font color="#800000">atrito est&aacute;tico</font>) ou deslizando sobre a superf&iacute;cie abaixo dele (<font color="#800000">atrito cin&eacute;tico</font>). Em todos os casos, contudo, sua dire&ccedil;&atilde;o fica no plano da interface entre o corpo e a superf&iacute;cie na qual ele repousa, como mostrado nas ilustra&ccedil;&otilde;es <strong><font color="#008080">[1]</font></strong>.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">No caso do atrito est&aacute;tico,,j&aacute; que o corpo est&aacute; em equil&iacute;brio impl&iacute;cito, a soma vetorial de todas as for&ccedil;as sobre ele deve ser zero. Isto significa que a for&ccedil;a de atrito deve ser igual em m&oacute;dulo e dire&ccedil;&atilde;o e oposta em sentido em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; resultante de todas as outras for&ccedil;as que atuam no objeto. Mas a for&ccedil;a de atrito est&aacute;tico pode apenas chegar &agrave; sua maior grandeza (valor) antes do corpo &ldquo;quebrar as arestas&rdquo; e come&ccedil;ar a deslizar. O valor da maior for&ccedil;a de atrito poss&iacute;vel (<font color="#008080"><strong>F<sub>at m&aacute;x.</sub>)</strong></font> &eacute; diretamente proporcional ao valor da componente de for&ccedil;a exercida pelo plano de apoio no corpo que &eacute; normal ao atrito da interface, usualmente referida como a for&ccedil;a normal <strong>N</strong>. Estas for&ccedil;as est&atilde;o ilustradas, no caso mais simples poss&iacute;vel, em <font color="#008080"><strong>[2]</strong></font> . Conseq&uuml;entemente, o valor da <font color="#800080">for&ccedil;a m&aacute;xima poss&iacute;vel do atrito est&aacute;tico</font> pode ser escrita como:</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Arial" size="3">F<sub>at m&aacute;x.</sub> = </font><font face="Symbol" size="3">m</font><font face="Arial" size="3"><sub>e</sub>.N&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </font></strong><font face="Arial" size="3">[eq.1] &#8230; <font color="#800080">Lei de Coulomb-Morin</font> &#8230;</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">onde </font><strong><font face="Symbol" size="3">m</font><font face="Arial" size="3"><sub>e</sub></font></strong><font face="Arial" size="3"> &eacute; uma constante de proporcionalidade, chamada <font color="#800080">coeficiente de atrito est&aacute;tico</font>. Seu valor, obviamente, depende dos materiais que est&atilde;o em contato com a interface e ainda, de sua aspereza ou lisura. &Eacute; preciso menos intensidade de for&ccedil;a para superar as intensidades de for&ccedil;as de atrito entre um peda&ccedil;o de gelo e uma superf&iacute;cie de madeira que aquelas existentes quando um bloco de madeira que tem o mesmo peso &eacute; colocado em lugar do primeiro. Uma vez que o coeficiente de atrito associado a uma dada interface de atrito &eacute; conhecido, o valor da for&ccedil;a est&aacute;tica m&aacute;xima que ele suportar&aacute; antes de &ldquo;quebrar as arestas&rdquo; e come&ccedil;ar a deslizar pode ser avaliado pela [eq.1].&nbsp;<br /> Em qualquer situa&ccedil;&atilde;o onde as for&ccedil;as de atrito est&aacute;tico atuam, a condi&ccedil;&atilde;o do sistema &eacute; de equil&iacute;brio, no qual as for&ccedil;as que atuam, incluindo a for&ccedil;a de atrito est&aacute;tico, s&atilde;o determinadas pela aplica&ccedil;&atilde;o usual da primeira lei de Newton. N&atilde;o existe realmente nada novo envolvendo isto, exceto relembrar-se que em todos os casos o valor calculado da for&ccedil;a de atrito tem que ser <font color="#800000">menor ou igual</font> ao valor da <font color="#008080"><strong>F<sub>at m&aacute;x.</sub></strong></font> dado por [eq.1]. A for&ccedil;a de atrito est&aacute;tico n&atilde;o precisa, por conseguinte, ser igual a </font><strong><font face="Symbol" size="3">m</font><font face="Arial" size="3"><sub>e</sub>.N</font></strong><font face="Arial" size="3">. Pode muito bem ser menor que este valor, mas n&atilde;o maior. Assim, a [eq.1] permite-nos determinar os limites nos quais as for&ccedil;as de atrito est&aacute;tico podem atuar para manter um sistema no estado de equil&iacute;brio est&aacute;tico.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">No caso do <font color="#800000">atrito cin&eacute;tico</font>, no qual o objeto n&atilde;o est&aacute; em repouso</font> <font face="Arial" size="3">mas est&aacute; deslizando sobre a superf&iacute;cie de suporte, a for&ccedil;a de atrito atua sobre o objeto que desliza no plano da interface de atrito, em sentido oposto &agrave;quele de seu movimento. Sua grandeza (valor) &eacute; novamente proporcional &agrave;quela da for&ccedil;a normal <strong>N</strong>, mas o coeficiente de proporcionalidade entre a for&ccedil;a do atrito de deslizamento <font color="#800080">difere</font> do coeficiente do atrito est&aacute;tico que determina a for&ccedil;a m&aacute;xima que a mesma interface pode suportar em equil&iacute;brio est&aacute;tico. De fato, a <font color="#800000">for&ccedil;a de atrito cin&eacute;tico que atua quando um corpo desliza sobre uma superf&iacute;cie de suporte &eacute; quase invariavelmente menor que a for&ccedil;a m&aacute;xima de atrito est&aacute;tico</font> que a mesma interface pode suportar. N&oacute;s podemos, portanto, expressar a for&ccedil;a de atrito cin&eacute;tico por:</font></p>
<p align="center"><strong><font face="Arial" size="3">F<sub>at cin.</sub> = </font><font face="Symbol" size="3">m</font><font face="Arial" size="3"><sub>c</sub>.N&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </font></strong><font face="Arial" size="3">[eq.2]</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3">onde </font><strong><font face="Symbol" size="3">m</font><font face="Arial" size="3"><sub>c</sub></font></strong><font face="Arial" size="3"> &eacute; uma constante de proporcionalidade referida como o <font color="#800080">coeficiente de atrito cin&eacute;tico</font> associado com o tipo espec&iacute;fico de interface de atrito envolvido. J&aacute; que a intensidade da for&ccedil;a de atrito de deslizamento </font><strong><font face="Symbol" size="3">m</font><font face="Arial" size="3"><sub>c</sub>.N</font></strong><font face="Arial" size="3"> &eacute; <font color="#800000">menor</font> que a intensidade da for&ccedil;a est&aacute;tica m&aacute;xima </font><strong><font face="Symbol" size="3">m</font><font face="Arial" size="3"><sub>e</sub>.N</font></strong><font face="Arial" size="3"> necess&aacute;ria para &ldquo;quebrar as quinas&quot;, &eacute; claro que para uma dada interface, </font><strong><font face="Symbol" size="3">m</font><font face="Arial" size="3"><sub>c</sub></font></strong><font face="Arial" size="3"> ser&aacute; sempre menor que </font><strong><font face="Symbol" size="3">m</font><font face="Arial" size="3"><sub>e</sub></font></strong><font face="Arial" size="3">. Tamb&eacute;m, j&aacute; que a for&ccedil;a de atrito cin&eacute;tico entre um objeto e a superf&iacute;cie sobre a qual ele desliza &eacute; praticamente independente de sua velocidade (constata&ccedil;&atilde;o experimental), o coeficiente de atrito cin&eacute;tico &eacute; essencialmente independ